Ferrara se recusa a deixar Juve após derrota diante do Milan

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010 10:40 BRST
 

MILÃO (Reuters) - O técnico do Juventus, Ciro Ferrara, disse acreditar que ele permanecerá no cargo após a derrota de 3 x 0 em casa contra o Milan neste domingo.

O Juventus, que está em terceiro lugar no Campeonato Italiano, ficou 12 pontos atrás da líder Inter de Milão, na metade da temporada.

A quarta derrota da equipe em cinco jogos de todas as competições, inclusive a eliminação da Liga dos Campeões para o Bayern de Munique em dezembro, levou a uma nova especulação da mídia de que o Juventus estaria aguardando para colocar o técnico da seleção russa Guus Hiddink no lugar de Ferrara.

Indagado se considerava pedir demissão, Ferrara, de 42 anos, disse à Sky TV: "Não estou considerando nada disso. Meu jeito é tentar mudar as coisas".

"Acho sinceramente que meu emprego não está em risco. É claro que estamos num período ruim, mas não cabe a mim tomar as decisões. Qualquer decisão será aceita."

O ex-defensor da Juventus assumiu o comando em dois jogos no final da temporada após a demissão inesperada de Claudio Ranieri e impressionou o suficiente para receber o cargo oficialmente apesar da falta de experiência.

A Juventus, que ainda se recupera do escândalo de manipulação de resultados em 2006 que chegou a rebaixar a equipe, investiu pesado na temporada mas os brasileiros Diego e Felipe Melo não atenderam às expectativas até agora.

Uma sequência de lesões, inclusive uma sofrida pelo meio-campista Christian Poulsen, o que pode adiar o empréstimo de Tiago para o Atlético de Madri, também não ajudaram Ferrara.

"Eu entendo, obviamente, a decepção (dos fãs). Nosso objetivo é tentar encontrar o entusiasmo que tínhamos no começo da temporada", acrescentou.   Continuação...

 
<p>O t&eacute;cnico da Juventus, Ciro Ferrara, chegam em campo para partida pelo campeonato italiano. Ferrara disse acreditar que ele permanecer&aacute; no cargo ap&oacute;s a derrota de 3 x 0 em casa contra o Milan neste domingo.06/01/2010.REUTERS/Alessandro Garofalo</p>