África do Sul confia na segurança para a Copa do Mundo

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010 18:07 BRST
 

Por Marius Bosch

JOHANNESBURGO (Reuters) - Anos de planejamento para a segurança da Copa do Mundo da África do Sul significam que há poucas chances de um ataque surpresa semelhante ao que vitimou a seleção togolesa na Copa Africana de Nações em Angola, de acordo com a polícia e analistas.

A emboscada sofrida pela seleção de Togo em uma região turbulenta de Angola, que matou dois jogadores da seleção, inevitavelmente suscitou perguntas sobre segurança no maior evento de um esporte único no mundo, que acontecerá este ano em um continente frequentemente marcado por imagens de caos.

Mas a polícia, especialistas em segurança e os organizadores da Copa dizem que, apesar da possibilidade de qualquer grande evento esportivo atrair ações de extremistas em busca de publicidade, África do Sul e Angola são totalmente diferentes.

"A África do Sul possui um aparato de segurança muito eficaz, provavelmente o mais eficaz do sul da África", disse Sajjan Gohel, diretor internacional de segurança de um instituto de pesquisas de Londres, a Fundação Ásia-Pacífico.

"Mesmo assim, bastaria um evento terrorista específico para semear o caos no próprio torneio. Seria ingenuidade total supor que a África do Sul pudesse ser imune a isso."

Em parte porque perigos como esses são levados tão a sério, o planejamento de segurança para a Copa começou em 2004. A polícia diz que o incidente que marcou a Copa Africana de Nações não é motivo para rever os planos.

"Temos nossos planos prontos, planos tanto pró-ativos quanto reativos", disse o superintendente sênior Vishnu Naidoo, porta-voz nacional da polícia para a Copa do Mundo.

A África do Sul já sediou outros grandes eventos esportivos com êxito, incluindo a Copa do Mundo de Críquete em 2003 e a Copa do Mundo de Rúgbi em 1995.   Continuação...

 
<p>Soldado angolano faz seguran&ccedil;a da Vila Ol&iacute;mpica da Copa Africana de Na&ccedil;&otilde;es ap&oacute;s ataque &agrave; sele&ccedil;&atilde;o do Togo. REUTERS/Amr Abdallah Dalsh</p>