27 de Janeiro de 2010 / às 13:56 / em 8 anos

ENTREVISTA-Chefe da A1 discute compra parcial da Campos F1

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - Tony Teixeira, chefe da categoria A1 GP, disse estar conversando com a equipe Campos Meta sobre a possível compra de parte da nova equipe espanhola de Fórmula 1.

“Estou falando com a Campos, mas não sou o único”, disse à Reuters em entrevista telefônica o empresário sul-africano nascido em Portugal, acrescentando que a situação estará mais clara na próxima semana.

“Existe mais de um grupo conversando com a Campos e para nós é preciso que seja um acordo que envolva a A1”, acrescentou. “É tudo pela A1. Minha ambição é trazer a A1 para a F1.”

A “Copa do Mundo das Corridas de Automóveis”, idealizada por Teixeira, teve que cancelar as primeiras três etapas desta temporada devido a problemas gerados pela liquidação de seu braço de operações britânico.

A rodada final da A1, agendada para Assen em maio, também foi cancelada.

O chefe da A1 disse em setembro passado que um financiamento de longo prazo havia sido firmado após a reestruturação financeira. No entanto, fontes internas esperam que as cinco etapas restantes sejam canceladas antes da tentativa de relançar a categoria ainda neste ano.

O fundador da Campos Meta e ex-piloto da F1, Adrian Campos, dirigiu a Team México na A1 e Teixeira disse estar discutindo qualquer coisa desde patrocínios até participação acionária parcial ou total com o espanhol. “Será o que for melhor para nós.”

O objetivo seria usar a Campos para divulgar a A1 e abrir um caminho para a A1 na Fórmula 1 como uma categoria anterior que levasse à F1.

A Campos é uma das quatro equipes totalmente novas que estrearão na categoria nesta temporada. A escuderia tem sido alvo de constantes especulações sobre suas finanças e preparativos para a temporada.

Em entrevista ao jornal britânico The Times no mês passado, o chefe comercial da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, colocou dúvidas sobre a capacidade da Campos de estar no grid de largada da temporada da F1 em Barein, no dia 14 de março.

O empresário sérvio Zoran Stefanovic surgiu como um possível estreante no caso de alguma das novas equipes não conseguir alinhar no grid, após adquirir os ativos de Fórmula 1 da Toyota, que abandonou a categoria.

Campos, no entanto, disse à BBC na semana passada que não pretende vender sua participação na equipe e que pretende permanecer como chefe da escuderia.

“A condição para ser acionista é aceitar todos os contratos existentes”, disse. “Buscamos investidores e patrocinadores, mas o projeto está bastante vivo.”

A equipe já assinou contrato com o piloto brasileiro Bruno Senna, sobrinho do tricampeão mundial Ayrton Senna. A equipe ainda não escolheu seu segundo piloto.

Bruno Senna disse que não está recebendo um salário da Campos e que tem recebido apoios pessoais enquanto busca patrocinadores.

O carro da Campos foi desenhado pela italiana Dallara e Teixeira minimizou notícias que sugeriam que a equipe poderia aparecer para o GP do Barein sem ter participado das quatro sessões de testes de pré-temporada programadas pela categoria.

“Tenho conhecimento dessas notícias, mas não é isso que o chefe de equipe me diz”, disse. “Eles podem fazer o segundo teste, mas definitivamente o terceiro e eles farão a corrida. O segundo teste é a meta”, afirmou.

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