2 de Fevereiro de 2010 / às 11:58 / 8 anos atrás

ENTREVISTA -Barrichello alerta Rosberg sobre Schumacher

<p>O piloto brasileiro da Williams, Rubens Barrichello, gesticula no box da equipe depois de rodar seu carro durante um treino na pista de Cheste, perto de Val&ecirc;ncia, na Espanha, 1o de fevereiro de 2010. Em entrevista &agrave; Reuters, Barrichello alertou Nico Rosberg, que ser&aacute; companheiro de Michael Schumacher na equipe Mercedes em 2010, com um "Sai da&iacute;!", em tom de brincadeira. REUTERS/Dani Cardona</p>

Por Alan Baldwin

LONDRES (Reuters) - Rubens Barrichello responde de bate-pronto quando se trata de dar um conselho a Nico Rosberg, que será companheiro de Michael Schumacher na equipe Mercedes em 2010: “Sai daí!”

“É a única coisa que eu posso dizer a ele”, disse o brasileiro, em tom de brincadeira, no primeiro dia de testes da Fórmula 1 em Valência.

“Sabendo o que eu sei, e vendo como o Michael foi rápido hoje, vai ser um trabalho duro (para Rosberg). Eu lhe desejo tudo de bom, porque acho que é um menino talentoso que pode ser campeão mundial.”

Barrichello passou seis difíceis anos como coadjuvante de Schumacher na Ferrari, até se transferir para a Honda -- depois chamada Brawn, onde foi vice-campeão em 2009 -- e agora assumir um lugar na Williams, antiga equipe de Rosberg.

Barrichello não espera que o jovem alemão ouça o seu conselho, e na verdade ficaria chocado se o fizesse, mas disse que Schumacher voltou de três anos de aposentadoria “absolutamente” com chances de ser campeão, “se o carro for bom”.

No primeiro dia de testes, o heptacampeão de 41 anos foi mais rápido que o seu colega e compatriota de 24, que ainda não venceu uma corrida na categoria.

Falando da Williams -- última equipe de Ayrton Senna, e também a escuderia que deu o tricampeonato a Nelson Piquet --, Barrichello mostrou-se comedido.

“Os tempos não foram ótimos, mas tivemos um problema de equilíbrio, tentando entendê-lo um pouco. Não acho que estejamos nada competitivos em relação ao primeiro lugar, estivemos logo abaixo dos seis melhores, mas acho que pelos problemas que eu tinha em termos de equilíbrio posso ficar bastante satisfeito.”

É uma situação bastante diferente do ano passado, quando a Brawn começou a mostrar seu valor já nos primeiros testes. Mas Barrichello mostrou satisfação em retomar o convívio com o diretor técnico Sam Michael, seu amigo desde os tempos da Jordan, na década de 1990.

“Eles são ótimos de trabalhar, têm essa mentalidade de lutadores, de trabalhar realmente duro nas coisas. Estou otimista sobre o que podemos alcançar com o time”, afirmou. “Sempre foi um sonho pilotar para a Williams, mas não assinei porque fosse um sonho, assinei porque tinha razões, porque acredito que eles podem ser bons. Então só espero que os sonhos se tornem realidade.”

Barrichello venceu duas corridas em 2009 e contou que também foi procurado pela McLaren, antes que a equipe decidisse chamar Button para ser companheiro de Lewis Hamilton.

“Eles me ligaram duas vezes em novembro, na corrida do Brasil, para ver se eu estava disponível. Se me ligaram, tenho certeza de que ligaram para ele (Button) ao mesmo tempo..., assim que o (Kimi) Raikkonen saiu fora. E tenho certeza de que saíram perguntando para mais gente, não só para nós.”

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