África do Sul pode marcar gol contra por ganância na Copa

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010 16:56 BRST
 

PRETÓRIA (Reuters) - O governo da África do Sul está assustado com a aparente ambição de comerciantes do país com a Copa do Mundo deste ano e fez um apelo a companhias aéreas e hotéis que não coloquem em risco o sucesso do evento, disse o ministro do Esporte nesta sexta-feira.

Os organizadores do Mundial e torcedores têm reclamado do preço alto das passagens e da acomodação em hotéis sul-africanos durante o Mundial, o que pode desencorajar torcedores de outros países a viajarem para o torneio que o governo sul-africano espera que seja um marco para o turismo do país nos próximos anos.

O ministro do Esporte, Makhenkesi Stofile, disse que o governo está preocupado com os planos de vários sul-africanos de usar a Copa do Mundo -- que vai de 11 de junho a 11 de julho -- para fazer lucro rápido às custas da imagem do país.

"Estamos constantemente pedindo aos sul-africanos que não caiam na tentação a curto prazo ... ninguém quer ser explorado assim e depois não voltar mais para o país", disse ele a repórteres após reunião mensal do governo para debater os preparativos para o Mundial.

"Você pode conseguir dinheiro rápido de pessoas que estão em busca de acomodação, mas num cenário mais amplo você estará cometendo uma grande injustiça com o país. As pessoas vão achar que nós somos criminosos."

Torcedores do exterior e de outros países africanos têm reclamado que não poderão viajar para o Mundial devido ao preço muito alto das passagens aéreas e dos hotéis, o que despertou preocupação para os organizadores.

Algumas passagens internacionais para a África do Sul, que normalmente já são caras devido à escassez de voos, tiveram seu preço triplicado para o mês da Copa do Mundo.

O preço das acomodações subiram ainda mais, até três, quatro ou até 10 vezes mais para alguns hotéis de luxo.

O ministro disse que os hotéis tinham concordado há alguns anos em limitar o aumento dos preços para a Copa, mas novos prédios construídos desde então e aqueles que não participaram do acordo inicial estão cobrando tarifas excessivas.   Continuação...