23 de Fevereiro de 2010 / às 14:05 / em 8 anos

ENTREVISTA-COI vê menos ameaça de doping em Olimpíadas

<p>Tubos de ensaio s&atilde;o etiquetados em Laborat&oacute;rio de Controle de Doping na Olimp&iacute;ada de Inverno em Vancouver. O m&eacute;dico-chefe do COI disse nesta segunda-feira que a aus&ecirc;ncia de casos de doping na atual Olimp&iacute;ada &eacute; prova de que os Jogos est&atilde;o gradualmente eliminando as trapa&ccedil;as. 09/02/2010 REUTERS/Lyle Stafford</p>

Por Karolos Grohmann

VANCOUVER (Reuters) - A ausência de casos de doping na atual Olimpíada de Inverno é uma prova de que os Jogos estão gradualmente eliminando as trapaças, disse na segunda-feira o médico-chefe do Comitê Olímpico Internacional (COI).

A Olimpíada de Vancouver, de 12 a 28 de fevereiro, já realizou mais de dois terços dos 2.100 exames antidoping previstos, todos com resultado negativo - exceto no caso de um atleta da Rússia advertido por usar um estimulante leve, em 6 de fevereiro.

“Certamente estamos tendo Jogos cada vez mais limpos”, disse o médico Arne Ljungqvist à Reuters.

“O padrão parece estar bastante claro: (...) as pessoas estão sendo mais apanhadas antes que se tornem olímpicas, e encontramos cada vez menos (doping) durante os Jogos.”

O COI incentiva agências antidoping e federações desportivas a intensificarem a vigilância nos meses anteriores às Olimpíadas, e cerca de 30 atletas de vários países foram flagrados antes do evento de Vancouver.

Ljungqvist disse que o desempenho dos atletas em torneios como o Mundial de Atletismo de Berlim no ano passado também indicam que as grandes competições estão ficando mais limpas.

“As pessoas ganharam medalhas de ouro em Berlim com desempenhos que não teria nem lhes classificado para a final da sua competição na Olimpíada há 20 anos”, disse ele.

De acordo com Ljungqvist, o COI também está a par das novas substâncias desenvolvidas por laboratórios farmacêuticos, que podem chegar a mãos desonestas antes de aparecerem no mercado.

As amostras colhidas nos Jogos de Vancouver serão mantidas por oito anos, para que eventuais novas substâncias também possam ser examinadas.

“Há um fluxo constante de novas substâncias no mercado”, disse o sueco de 78 anos, que também é vice-presidente da Agência Mundial Antidoping.

“Há novas gerações de EPOs (hormônio proibido no esporte) ou de substâncias para tratar as pessoas que têm anemia ou dificuldades com a sua qualidade sanguínea. Estamos mantendo as amostras (dos atletas) para este propósito.”

Na Olimpíada de Pequim-2008, cinco atletas foram punidos, inclusive o campeão dos 1.500 metros, Rashid Ramzi, que teve sua medalha cassada meses depois da competição, quando um novo teste apontou a presença da substância Cera EPO.

“Não temos pressa”, disse Ljungqvist, que disputou a competição de salto em altura na Olimpíada de Helsinque-52. “Usuários de doping sabem que podem não ser derrotados hoje, mas podem ser amanhã.”

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