March 4, 2010 / 6:55 PM / 7 years ago

Copa vai ajudar a construir nação sul-africana, diz Jordaan

4 Min, DE LEITURA

Por Barry Moody

LONDRES (Reuters) - A Copa do Mundo vai contribuir ainda mais para unir a África do Sul do que fez Nelson Mandela com o torneio mundial de rúgbi de 1995, disse na quinta-feira o chefe do comitê organizador da Copa na África do Sul.

Danny Jordaan afirmou também que a Fifa vai promover voos fretados especiais e vendas diretas de ingressos, em resposta à revolta de africanos diante da dificuldade em assistirem às partidas da primeira Copa do Mundo de futebol realizada no continente.

"É sempre importante reforçar mais ainda a coesão social em nosso país, fortalecer o processo de construção da nação, e acho que, nesse ponto, o impacto da Copa vai ser maciço, maior ainda que a Copa do Mundo (de rúgbi) de 1995", disse Jordaan.

A história de como a vitória sul-africana na Copa de Rúgbi de 1995 acalmou os receios da população branca, evitando uma possível guerra civil após o final do apartheid, é mostrada no filme recente "Invictus", de Clint Eastwood.

Jordaan disse em coletiva de imprensa que o principal evento do futebol mundial será muito maior que a Copa de Rúgbi, com 32 equipes em lugar de 16 e seis seleções africanas em vez de apenas uma, além do interesse enorme que desperta na América do Sul e Ásia.

Apesar da alegria suscitada em todo a África pelo fato de o continente sediar sua primeira Copa do Mundo, há revolta diante dos preços altos dos ingressos e do processo complexo para sua aquisição, que vem impossibilitando muitos africanos de assistir às partidas. As vendas de ingressos estão sendo muito pequenas em outros países africanos.

Jordaan disse que a Fifa vai responder, organizando vendas diretas de ingressos em países africanos que disputarão a Copa, além de voos fretados partindo desses países.

Torcedores na África do Sul e outros países africanos alegam que o sistema normal de compra de ingressos pela Internet é inapropriada para a África, onde os torcedores têm pouco acesso a computadores e não estão acostumados a fazer reservas com antecedência.

Indagado se a reação da Fifa está sendo tardia e se foram cometidos erros, Jordaan respondeu: "Isso certamente é algo que terá que ser levado em conta no Brasil". O Brasil vai sediar a Copa do Mundo de 2014.

Ele disse que o novo sistema foi discutido no ano passado e poderá ser implementado rapidamente.

Para voar em voos regulares, muitos torcedores que quisessem viajar para a África do Sul hoje partindo da Costa do Marfim, da Nigéria ou de Camarões, três dos países que vão participar da Copa, teriam que fazer conexões na Europa.

Jordaan também expressou preocupações com os preços altos de hotéis e voos internos, que vêm desencorajando até mesmo torcedores europeus de assistir à Copa.

Indagado sobre as preocupações que ainda tem em relação ao torneio, que começa em 11 de junho, Jordaan mencionou a conclusão das obras nas áreas em volta dos estádios e das vias de acesso a elas, que em alguns lugares ainda estão parecendo canteiros de obras.

Criticando reportagens negativas da imprensa, especialmente da imprensa britânica, que sugeriu que a África do Sul jamais teria condições de sediar uma Copa com sucesso, Jordaan disse que o evento vai gerar 3,5 bilhões de dólares, a receita mais alta da história da Fifa. A Copa da Alemanha, quatro anos atrás, gerou 2,6 bilhões de dólares.

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