Estrelas de Dunga, Kaká e Adriano, vivem crise a 3 meses da Copa

sexta-feira, 12 de março de 2010 16:43 BRT
 

Por Pedro Fonseca

RIO (Reuters) - A queda de rendimento de Kaká e os problemas pessoais de Adriano colocaram em xeque dois dos principais nomes da seleção brasileira a três meses da Copa do Mundo, o que pode aumentar a pressão sobre o técnico Dunga para promover o retorno de Ronaldinho Gaúcho.

Ao contrário de equipes do Brasil em Mundiais recentes e dos times que deram ao país seus cinco títulos mundiais, a seleção que Dunga provavelmente levará à África do Sul não possui grandes estrelas, e justamente os dois nomes de maior destaque atravessam um momento delicado.

Dunga costuma se defender das críticas sobre as ausência de estrelas em seu time lembrando o fracasso em 2006 de jogadores como Ronaldinho e Ronaldo, mas a falta de um craque que possa mudar uma partida complicada causa preocupação.

"Esse é o meu grande receio para a Copa do Mundo. Não existe uma seleção que tenha sido campeã do mundo sem ao menos dois grandes craques", disse à Reuters o capitão da seleção brasileira campeã do mundo em 1970, Carlos Alberto Torres.

"O Brasil sempre teve um cara que era o diferenciado e o coadjuvante. Hoje o Kaká seria o único diferenciado, mas pelo que tenho visto ele jogar no Real Madrid ele não está em condições de assumir esse papel", acrescentou.

Kaká, de 27 anos, visto como principal jogador da equipe, não conseguiu repetir no Real Madrid as mesmas atuações que fizeram dele o melhor do mundo em 2007 pelo Milan.

A crise ficou evidenciada com a eliminação do time espanhol na Liga dos Campeões, em casa, contra o Olympique de Lyon, esta semana. O Real, que precisava vencer, empatou por 1 x 1, e Kaká saiu de campo sob vaias ao ser substituído no segundo tempo.

O jogador reconheceu atravessar uma má fase, mas disse não se preocupar para a Copa. "Não me preocupa. No futebol as coisas acontecem e mudam em grande velocidade", disse ele em entrevista à TV Globo.   Continuação...

 
<p>Adriano &eacute; abra&ccedil;ado por Leo Moura durante jogo do Flamento na Ta&ccedil;a Libertadores. REUTERS/Ricardo Moraes</p>