ENTREVISTA-Pelé teme reação de "novatos" e defende Ronaldinho

terça-feira, 23 de março de 2010 18:52 BRT
 

Por Alice Pereira e Tatiana Ramil

SÃO PAULO (Reuters) - Pelé teme a reação dos estreantes de Dunga na África do Sul e acredita que chamar um campeão mundial como Ronaldinho Gaúcho pode ser a saída quando a pressão pesar sobre os que nunca disputaram uma Copa do Mundo.

Dos 23 jogadores brasileiros que disputarão a Copa, o técnico Dunga deve chamar cerca de 13 "novatos", de acordo com as últimas convocações.

"Eu acho que o Brasil está no caminho certo, apesar de a gente ter que tomar um certo cuidado porque a maioria desses jogadores não disputou ainda uma Copa do Mundo, então é uma pressão muito grande, precisa ver como esses jogadores vão se portar", afirmou Pelé em entrevista à Reuters nesta terça-feira.

Por isso, o ex-jogador, campeão do mundo em 1958, 62 e 70, levaria Ronaldinho, que completou 30 anos no domingo e já disputou dois Mundiais, tendo sido campeão em 2002.

"Se o Ronaldinho estiver jogando esse futebol... eu acho que seria uma boa peça porque ele pode ser um jogador útil numa hora em que os mais jovens, que nunca jogaram uma Copa do Mundo, se sentirem um pouco pressionados", disse Pelé, num intervalo de gravações de programas para uma emissora nacional.

Ronaldinho, que jogou pela última vez pelo Brasil em abril do ano passado, voltou a ter boas apresentações pelo Milan este ano, aumentando as especulações sobre sua volta à seleção. Porém, Dunga não parece disposto a chamar o meia-atacante.

Ele prefere apostar em outros atletas experientes, como o meia Kaká, o volante Gilberto Silva e os zagueiros Lúcio e Juan. A aposta Adriano é uma incógnita. O atacante do Flamengo voltou a colocar seu desempenho em campo em risco por confusões na vida pessoal.

Para Pelé, é "lamentável". "Acho que é uma figura importante, mas ele tem essa fraqueza, e não é a primeira vez que acontece isso", afirmou o ex-jogador.   Continuação...

 
<p>Pel&eacute; posa para foto durante entrevista exclusiva com a Reuters em S&atilde;o Paulo. 23/03/2010 REUTERS/Paulo Whitaker</p>