Maradona será o melhor em milhões de anos, diz Messi

quinta-feira, 25 de março de 2010 17:27 BRT
 

BUENOS AIRES (Reuters) - Diego Maradona é o melhor jogador da história e seguirá sendo por milhões de anos, disse Lionel Messi, que para muitos já está no mesmo nível que o atual técnico da seleção argentina.

Messi, que brilha no Barcelona mas ainda não conseguiu igualar esse desempenho na seleção, afirmou que não está "nem perto" de Maradona, a quem seus admiradores consideram o maior de todos os tempos e que comandou a Argentina no título do Mundial do México, em 1986.

"Mesmo que passem milhões de anos, não vou estar nem perto de Maradona. E tampouco quero me aproximar. Ele é o maior de todos os tempos", declarou Messi na quinta-feira a uma rádio argentina.

"Não me comparo a Maradona, quero fazer minha própria história e ficar nela por ter feito algo", completou.

Messi, que conquistou um número recorde de seis títulos em um ano com o Barcelona, passa pelo melhor momento de sua carreira. Nos últimos três jogos, ele marcou oito gols.

Estas atuações levaram torcedores e jornalistas a colocarem o atacante em um nível igual ou até superior de astros como Maradona, Pelé, Franz Beckenbauer ou Alfredo Di Stefano.

O jogador de 22 anos se referiu mais uma vez à polêmica que o envolve em seu país: a razão de não repetir na seleção da Argentina as atuações do Barcelona.

"É muito diferente jogar em um lugar e no outro. Na seleção sempre vamos e não temos tempo para trabalhar, é tudo rápido, cada dois ou três dias há uma partida. Quando estivermos todos juntos no grupo, se tivermos tempo, as coisas vão melhorar", disse Messi, eleito pela Fifa o melhor jogador de 2009.

"Todos sonhamos em ganhar um Mundial, não existe coisa mais linda que ser campeão do mundo. Creio que chegamos de boa maneira, não como favoritos. Ninguém dá nada por nós e podemos dar uma grande surpresa", concluiu.

A Argentina se classificou para a Copa do Mundo da África do Sul na última rodada das eliminatórias. Na primeira fase do torneio enfrentará Coreia do Sul, Nigéria e Grécia.

(Reportagem de Damián Pérez)