Inter rejeita tentativa de envolver clube em escândalo de 2006

sábado, 3 de abril de 2010 15:23 BRT
 

ROMA (Reuters) - O presidente da Inter de Milão, Massimo Moratti, chamou de indecentes as tentativas de arrastar o atual campeão italiano para o escândalo de manipulação de resultados que abalou o futebol italiano em 2006.

Na sexta-feira, os advogados do ex-diretor da Juventus, Luciano Moggi, apresentaram em tribunal escutas telefônicas de Moratti conversando com um ex-selecionador de árbitros acusado de conspirar com Moggi e outras pessoas para arranjar resultados de algumas partidas do time. Promotores disseram que o conteúdo das transcrições não indicavam nenhum delito.

"Esse assunto de manipulação de resultados é indecente", afirmou Moratti a jornalistas neste sábado. "Essa inversão é ridícula. Isso nos ofende. Não estamos indiferentes a isso, já que é uma coisa feia."

Os advogados de Moggi disseram que apresentaram as escutas em um julgamento em Nápoles, para mostrar que dirigentes de outros clubes tinham o mesmo tipo de relação que seu cliente possuía com autoridades da Federação Italiana de Futebol (FIGC).

O escândalo tirou da Juventus os títulos italianos de 2005 e 2006 e levou a equipe à segunda divisão, enquanto outros cinco clubes perderam pontos. O título de 2005 não ficou com time algum, mas o de 2006 foi para a Inter. Portanto, as transcrições causaram polêmica na Itália, não apenas entre torcedores da Juventus.

Moratti acrescentou que ficou chateado com informações da imprensa de que o ex-atacante da seleção italiana Christian Vieri queria que a FIGC tirasse da Internazionale o título de 2006, devido a acusações de que seu ex-clube o espionou.

(Reportagem de Paul Virgo)