Organizadores da Copa aplacam temores após assassinato de líder

quinta-feira, 8 de abril de 2010 15:47 BRT
 

Por Barry Moody

JOHANESBURGO (Reuters) - Os organizadores da Copa do Mundo buscaram aplacar os temores de que a tensão provocada pelo assassinato de um líder defensor da supremacia branca possa assustar os torcedores estrangeiros já preocupados com a criminalidade no país.

"Não há agitação política...isso é claramente um ato criminoso e o crime existe em todos os países", disse o principal organizador local, Danny Jordaan, numa entrevista coletiva na quinta-feira, quando o assunto foi mencionado várias vezes.

"Não acho que se vai interpretar mal dessa forma, isso não é correto."

O assassinato de Eugene Terre'blanche por dois funcionários negros na fazenda dele no sábado suscitou temores de tensão racial e a preocupação de que isso afaste os torcedores estrangeiros, cujos números já caíram em razão da violência e do alto preço da viagem.

A África do Sul tem uma das maiores taxas do mundo de criminalidade e as autoridades estão mobilizando mais de 40 mil policiais para proteger os torcedores presentes à Copa do Mundo.

Jordaan acrescentou: "Já dissemos isso muito claramente, 11 milhões de turistas vêm à África do Sul todos os anos".

"O fato é que este é um dos destinos mais populares deste continente e do mundo. A realidade é bem diferente do que as pessoas estão questionando."

Jerome Valcke, secretário-geral da Fifa, também buscou tranquilizar os temores sobre segurança e afirmou que os organizadores fizeram todo o possível para garantir a segurança dos torcedores.   Continuação...

 
<p>Danny Jordaan, chefe-executivo do comit&ecirc; organizador da Fifa na Copa do Mundo de 2010, fala em coletiva de imprensa em Johanesburgo. Os organizadores buscaram aplacar os temores no pa&iacute;s ap&oacute;s o assassinato de Eugene Terre'blanche, l&iacute;der defensor da supremacia branca, que pode assustar os torcedores estrangeiros no pa&iacute;s. 08/04/2010 REUTERS/Peter Andrews</p>