Guardiola faz bom uso da viagem de 14 horas de ônibus até Milão

segunda-feira, 19 de abril de 2010 17:06 BRT
 

Por Mark Meadows

MILÃO (Reuters) - O técnico do Barcelona, Pep Guardiola, se prepara para mais uma experiência cansativa na partida de ida da semifinal da Liga dos Campeões, na terça-feira, contra a "incrível" Inter de Milão, mas nega desgaste com a longa viagem de ônibus.

Apesar de suas imensas riquezas e estilo inquestionável, os jogadores do Barça pegaram um ônibus a Milão como se ainda fossem estudantes, após a nuvem de cinzas de um vulcão islandês ter cancelado voos por toda a Europa.

Pelo menos a viagem de 985 quilômetros, com uma noite em Cannes, deu ao técnico do Barcelona a chance de descobrir o quanto os campeões italianos melhoraram desde que perderam por 2 x 0 no Camp Nou na fase de grupos em novembro.

"Nós tivemos 14 horas em um ônibus para observar algumas partidas", disse Guardiola em entrevista coletiva nesta segunda-feira, acrescentando que tal preparação não era ideal para seus jogadores antes da batalha física com a Inter.

"Amanhã nós não vamos jogar contra um joão-ninguém, eles são uma equipe que são uma ameaça, com jogadores muito competitivos. Nós realmente queremos vencer, mas poderemos perder já que vamos jogar contra uma das melhores equipes da Europa que fizeram uma incrível Liga dos Campeões."

O Barça fez a Inter correr no jogo de novembro e destruiu o Arsenal nas quartas-de-final com Lionel Messi marcando quatro gols na segunda partida.

Os espanhóis, porém, ficaram em um empate em 0 x 0 com a Inter no San Siro em setembro e repetiram o placar no jogo com o Espanyol, no sábado.

"Jogamos muito bem nas quartas-de-final com o Arsenal e espero que mantenhamos o mesmo nível. Eu gostaria de criar o mesmo número de chances contra a Inter, mas eu não acho que será assim", acrescentou Guardiola.   Continuação...

 
<p>&Ocirc;nibus do Barcelona deixa cidade espanhola rumo a Mil&atilde;o, ap&oacute;s voo da equipe ser cancelado devido &agrave; nuvem de cinzas de um vulc&atilde;o island&ecirc;s. REUTERS/Gustau Nacarino</p>