África do Sul concede vistos de graça para Copa do Mundo

terça-feira, 20 de abril de 2010 14:28 BRT
 

Por Zaheer Cassim

JOHANESBURGO (Reuters) - A África do Sul está emitindo vistos sem custos para torcedores com ingressos para jogos da Copa do Mundo, numa tentativa de motivar estrangeiros a adquirirem entradas que não foram vendidas.

O subministro de Assuntos Internos Malusi Gigaba disse à Reuters que os vistos, que normalmente custam 425 rands (57 dólares), serão concedidos de graça para os torcedores que tiverem ingressos.

"Os vistos serão concedidos livre de taxas para qualquer pessoa que possua um ingresso da Copa do Mundo ou o certificado comprovando que compraram seu ingresso. Esses vistos estão disponíveis em 112 missões estrangeiras da África do Sul", disse Gigaba em entrevista por telefone.

Os organizadores do Mundial lançaram na semana passada uma iniciativa para vender centenas de milhares de ingressos -- muitos deles devolvidos do exterior e de patrocinadores -- antes do início da competição no dia 11 de junho.

As estimativas para o número de torcedores estrangeiros que irão à África do Sul para a Copa, a primeira a ser realizada no continente africano, foram recentemente reduzidas de 450 mil para 200 mil.

Cidadãos de países que não precisam de visto para entrar na África do Sul, como a Grã-Bretanha, não sofrerão qualquer mudança com o novo modelo.

"Essa é a primeira vez que isso acontece no mundo. Nenhum outro país já fez algo como esse, e tem o objetivo especialmente de facilitar as viagens para a Copa do Mundo", disse o porta-voz do ministério Ricky Naidoo.

Gigaba minimizou preocupações de que estrangeiros poderiam usar os vistos de graça para entrar no país e permanecer após o fim da Copa do Mundo.

"Nós devemos como sul-africanos estar preparados para receber as centenas de milhares de visitantes esperados para assistir à Copa do Mundo", disse Gigaba.

"Mas em vez disso, alguns de nós estão preocupadas com as pessoas que não voltarão para seus países... isso é totalmente inapropriado, isso vai contra nossa proposta de ter se candidato para receber a Copa do Mundo."

 
<p>Est&aacute;dio Soccer City, em Soweto, na &Aacute;frica do Sul, que receber&aacute; jogos da Copa do Mundo a partir de 11 de junho. REUTERS/Peter Andrews</p>