África do Sul apresenta novo sistema de transporte para Copa

terça-feira, 20 de abril de 2010 15:50 BRT
 

Por Barry Moody

JOHANESBURGO (Reuters) - A África do Sul apresentou nesta terça-feira melhorias em seu sistema de transporte ao custo de 2,5 bilhões de dólares para a Copa do Mundo, incluindo aeroportos reformados, uma linha de trem de alta velocidade e um novo sistema de ônibus.

O governo negou que tenha gastado dinheiro demais com a organização do Mundial, afirmando que a nova infraestrutura vai deixar um legado duradouro em um país no qual a população de maioria negra era excluída do transporte público durante o apartheid.

O presidente Jacob Zuma inaugurou uma grande expansão do aeroporto de Johanesburgo --que já era o maior da África-- que agora terá capacidade para 28 milhões de passageiros por anos e mais de 60 voos por dia, segundo autoridades.

Jornalistas também viajaram num novo trem que liga o distrito rico de Sandton, onde ficará a maioria dos torcedores do Mundial, e o aeroporto.

"Nós não tínhamos um transporte público maravilhoso na África do Sul", disse o subministro dos Transportes, Jeremy Cronin, após a inauguração no aeroporto.

"O governo identificou o privilégio de organizar a Copa do Mundo como uma oportunidade de também começar a construir um ótimo sistema de transporte público", disse.

No ano passado, a Fifa destacou o transporte como uma preocupação para a realização do Mundial, mas autoridades do governo garantiram que o sistema está pronto e que será capaz de suportar o público que vai acompanhar o maior evento esportivo do mundo.

O aeroporto da Cidade do Cabo e de outras cidades-sedes também foram modernizados. Em Durban, um novo terminal foi totalmente construído.

O número de torcedores estrangeiros esperados para o Mundial foi recentemente reduzido de 450 mil para 200 mil devido à crise econômica global, aos altos custos de hospedagem e passagem, e à alta taxa de criminalidade sul-africana.

 
<p>Novo trem para a Copa do Mundo &eacute; testado no aeroporto internacional de Johanesburgo. REUTERS/Peter Andrews</p>