Fifa cobra Brasil por atrasos: vamos ter que esperar o Carnaval?

segunda-feira, 3 de maio de 2010 18:40 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, criticou nesta segunda-feira os atrasos do Brasil na preparação para a Copa do Mundo de 2014 e perguntou se terá que esperar até o Carnaval do ano que vem para que as obras finalmente comecem.

"O sinal vermelho está aceso para o Brasil, que não está cumprindo os prazos", disse Valcke a jornalistas na África do Sul, onde acontece a Copa do Mundo deste ano a partir de 11 de junho.

"É incrível como o Brasil está atrasado, e estou falando de todos os estádios. Vários prazos já foram descumpridos e nada aconteceu. O Brasil não está no caminho certo", acrescentou.

"Este ano tem eleição presidencial, então quase nada vai acontecer. No ano que vem, tem o Carnaval. Então só vão começar tudo depois do Carnaval?", questionou Valcke.

Nesta segunda-feira expirou o prazo estabelecido pelo Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 para o início das obras nos 12 estádios que receberão jogos do Mundial.

Segundo a entidade, a partir de quarta-feira será realizada uma vistoria técnica dos estádios e também de avaliação do cronograma das obras nas cidades escolhidas. A inspeção começará por São Paulo e termina em Salvador, no dia 20.

"É preciso aproveitar ao máximo o tempo disponível. Não queremos uma Copa do Mundo apressada, com todas as coisas feitas no último minuto", disse o dirigente da Fifa.

Valcke afirmou que recebeu um relatório nesta segunda-feira que alertou sobre os atrasos nas obras na maioria dos estádios.

Autoridades do Ministério do Esporte e do comitê organizador disseram recentemente que as cidades que não estiverem dentro do cronograma estipulado correm o risco de serem cortadas da Copa do Mundo.   Continuação...

 
<p>Secret&aacute;rio-geral da Fifa, Jerome Valcke, criticou os atrasos do Brasil na prepara&ccedil;&atilde;o para a Copa do Mundo de 2014 e a demora em obras em est&aacute;dios, como o Maracan&atilde; (foto). REUTERS/Bruno Domingos</p>