OMS alerta torcedores para febre na África do Sul

terça-feira, 4 de maio de 2010 17:03 BRT
 

Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - Turistas que visitam a África do Sul, inclusive durante a Copa do Mundo, devem se precaver contra picadas de mosquitos e evitar contato com carne mal passada e animais mortos, por causa de um surto da febre do vale do Rift, disse a Organização Mundial da Saúde na terça-feira.

As autoridades sul-africanas notificaram 172 casos dessa doença viral neste ano, com 15 mortes, segundo a OMS. O país recebe a Copa de 11 de junho a 11 de julho.

Muitos turistas visitam os parques sul-africanos, e a OMS recomendou também que eles evitem contato com animais mortos.

Uma turista alemã que esteve em reservas naturais foi diagnosticada com a doença após voltar para casa, no mês passado, e três outros viajantes tiveram sintomas semelhantes, segundo a OMS. Todos os quatro se recuperaram.

O vírus geralmente provoca sintomas moderados de gripe e rigidez na nuca, para então às vezes evoluir para alucinações, tonturas e até coma, de acordo com a OMS. Um pequeno percentual de pacientes desenvolve uma forma hemorrágica, e entre esses metade morre.

Casos humanos foram confirmados nas províncias do Estado Livre, Cabo Leste, Cabo Norte, Cabo Oeste e Província do Noroeste, em geral após contato com carne contaminada.

A OMS, um órgão da ONU, disse que não é o caso de evitar viagens de e para a África do Sul. "Entretanto, a OMS recomenda que visitantes na África do Sul, especialmente aqueles que pretendam visitar fazendas e/ou reservas naturais evitem entrar em contato com tecidos ou sangue de animais, evitem tomar lei não-pasteurizado ou não-cozido, e evitem comer carne crua."

"Todos os viajantes devem tomar as precauções apropriadas contra picadas de mosquitos (uso de mosquiteiros e repelentes)", acrescentou a nota.

Pastores, agricultores, funcionários de abatedouros e veterinários, por causa do contato frequente com animais, estão sob risco mais elevado de contrair a doença.

Uma vacina contra a febre do vale do Rift já foi desenvolvida, mas não foi licenciada e não está comercialmente disponível, de acordo com a OMS.