11 de Maio de 2010 / às 19:24 / 7 anos atrás

Dunga opta por meio-campo marcador e deixa Kaká como única opção

<p>Dunga, t&eacute;cnico da sele&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o surpreendeu ao anunciar escala&ccedil;&atilde;o de jogadores que ir&atilde;o &agrave; Copa do Mundo da &Aacute;frica do Sul, em junho.Sergio Moraes</p>

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ex-volante Dunga optou por sete jogadores com características defensivas entre os oito meio-campistas convocados para a Copa do Mundo nesta terça-feira, deixando Kaká como único meia de criação do time.

Sem espaço para o retorno de Ronaldinho Gaúcho ou para o meia do Santos Paulo Henrique Ganso, o Brasil terá na África do Sul uma equipe que vai priorizar a marcação e buscar as jogadas de contra-ataque, estilo que lhe rendeu vitórias mas críticas pelo futebol burocrático.

Gilberto Silva, Felipe Melo, Josué e Kléberson são volantes típicos, enquanto Ramires, Elano e Júlio Baptista, que podem jogar um pouco mais avançados, são jogadores melhores no aspecto tático do que em termos de criatividade.

"São vencedores. Se nós vamos ganhar ou não, é outro assunto, mas que nós estamos preparados e vamos buscar o nosso objetivo não tenho dúvida", disse o técnico Dunga em defesa de seus jogadores, após a convocação dos 23 nomes para o Mundial num hotel do Rio de Janeiro.

Ronaldinho, que não joga pelo Brasil desde abril do ano passado, era visto como possível convocado para ocupar a reserva de Kaká, uma vez que o meia do Real Madrid teve uma temporada marcada por contusões no time espanhol.

Dunga, no entanto, não abriu as portas para a volta do meia do Milan, deixando sobre Kaká a responsabilidade de conduzir o meio-campo brasileiro no Mundial.

"Os jogadores que convoquei eu tenho inteira confiança em todos eles. O Kaká é indispensável falar de sua qualidade, de sua capacidade, do jogador que é", disse Dunga, que também citou Robinho como outro jogador com condições de liderar o ataque brasileiro.

"O Robinho tem que provar nessa Copa o grande jogador que ele é. São jogadores que têm que ser protagonistas por aquilo que se espera deles."

Críticos ouvidos pela Reuters alertaram antes da convocação que a falta de opções ofensivas era motivo de preocupação para o Brasil, especialmente a partir das oitavas-de-final, quando a equipe provavelmente terá que enfrentar retrancas bem armadas.

Na opinião de Dunga, os títulos conquistados durante seus três anos e meio à frente da equipe justificam a manutenção do estilo de jogo, mesmo diante de toda pressão pela convocação de jogadores ofensivos.

"É uma seleção que ganhou a Copa América, Copa das Confederações, eliminatórias, ganhou da Argentina depois de 30 e tantos anos, ganhou do Uruguai, então qual é a surpresa que vocês querem?", disse Dunga.

Nos outros setores, Dunga também manteve a autoproclamada coerência para montar o grupo de 23 jogadores.

Os três goleiros tiveram chance durante toda caminhada, com Júlio César indiscutível como titular. Na lateral-direita, Maicon e Daniel Alves eram inconstestáveis, enquanto na esquerda Gilberto e Michel Bastos aproveitaram a chance do amistoso contra a Irlanda em março. A única novidade foi no ataque, em que Grafite ocupou a vaga aberta pelos problemas pessoais de Adriano.

O Brasil está no Grupo G do Mundial da África do Sul ao lado de Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal.

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