Bielsa, Capello dominam a lista de treinadores "estrangeiros"

sábado, 15 de maio de 2010 11:51 BRT
 

SANTIAGO (Reuters) - Os argentinos Marcelo Bielsa e Gerardo Martino, o colombiano Reinaldo Rueda e o italiano Fabio Capello integram o grupo de 12 técnicos "estrangeiros" que vão dirigir uma seleção classificada para a Copa do Mundo da África do Sul, a segunda mais alta em quantidade de estrangeiros na história.

O número só é superado pelas 14 seleções que tiveram técnicos que não haviam nascido no país na Copa da Alemanha de 2006, segundo dados da FIFA.

Desta vez, a Argentina terá a maior quantidade de treinadores no mundial, com Diego Maradona, Martino e Bielsa. Os outros técnicos estrangeiros para o próximo mundial serão os alemães Ottmar Hitzfeld (Suíça) e Otto Rehhagel (Grécia), Capello (Inglaterra), o holandês Pim Verbeek (Austrália), o brasileiro Carlos Parreira (África do Sul), o francês Paul Le Guen (Camarões), os suecos Sven-Goran Eriksson (Costa do Marfim) e Lars Lagerback (Nigéria) e o sérvio Milovan Rajevac (Ghana).

A Argentina sempre se destacou por ter treinadores no comando de outras seleções. O primeiro foi José Durand Laguna, que em 1930 dirigiu o Paraguai. Depois se destacaram Adolfo Pedernera (Colômbia, 1962), Helenio Herrera (Espanha, 1962), Jorge Solari (Arábia Saudita, 1994) e Ricardo La Volpe (México, 2006), conforme dados da FIFA.

Agora é a vez de Bielsa, que colocou o Chile em seu primeiro Mundial desde 1998 realizando uma campanha sem precedentes na eliminatória sul-americana.

"A grande virtude e mérito da classificação para a Copa do Mundo é somente dele . Nós, os jogadores, sabemos que apenas nós jogamos, mas foi revolucionário. Quando ele chegou ao Chile mudou muitas coisas, fez um trabalho que nunca tínhamos feito e, graças a Deus, funcionou," disse o meio-campista Mauricio Isla em entrevista recente para a Reuters.

Bielsa quer superar o mau resultado do Mundial de 2002, quando chegou com uma seleção argentina favorita que acabou eliminada na primeira rodada.

Em todos os mundiais houve algum técnico dirigindo seleções que não eram as de seu país-natal. Na Argentina, em 1978, o único foi o austríaco Ernst Happel, que levou a Holanda até a final e acabou perdendo para os donos da casa.

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