Deco vê Portugal melhor que 2006 e mira jogo com Costa do Marfim

terça-feira, 18 de maio de 2010 15:06 BRT
 

Por Tatiana Ramil

INDAIATUBA, São Paulo (Reuters) - A atual seleção portuguesa tem mais qualidade que a equipe semifinalista da Copa do Mundo de 2006, e o primeiro jogo da equipe no Mundial, contra Costa do Marfim, é fundamental para as pretensões do time, disse o meia Deco nesta terça-feira.

Portugal também enfrentará na primeira fase, pelo Grupo G, Coreia do Norte e a seleção brasileira, num jogo que será "diferente" para o jogador brasileiro naturalizado português, que não pretende comemorar um eventual gol contra o Brasil.

"Não sei como será minha reação. Mas vou estar de corpo e alma com a seleção portuguesa. Espero que seja um jogo mais tranquilo, com os dois (times) já classificados", disse Deco em entrevista coletiva nesta terça-feira em Indaiatuba, interior de São Paulo, cidade onde cresceu.

"Eu não comemoraria (um gol contra o Brasil), mas ficaria feliz", completou o jogador de 32 anos, que deve disputar sua segunda e última Copa.

O meia destro de boa visão de jogo estreou pela seleção portuguesa justamente contra o Brasil, num amistoso em 2003, quando fez o gol da vitória em uma cobrança de falta. A partida do dia 25 de junho em Durban, no entanto, terá um clima especial por ser numa Copa contra seu país natal.

Deco, que trocou o Brasil pelo futebol europeu há quase 13 anos, esteve no Mundial da Alemanha, onde a seleção de Portugal chegou à semifinal comandada pelo técnico Luiz Felipe Scolari com um time aguerrido.

Para o meia do Chelsea, a seleção de 2006 "era mais experiente", porém a atual equipe "tem mais qualidade".

"Portugal não pode ser considerado favorito pela história, o máximo que chegou foi até a semifinal. Agora, em termos de seleção, acredito que temos bastante chance. Temos uma equipe forte, com um dos melhores jogadores do mundo, senão o melhor", afirmou Deco, referindo-se ao meia-atacante do Real Madrid Cristiano Ronaldo.   Continuação...

 
<p>Meia Deco considera que a sele&ccedil;&atilde;o portuguesa est&aacute; melhor este ano do que na Copa do Mundo de 2006. REUTERS/Andrew Parsons</p>