25 de Maio de 2010 / às 17:50 / em 7 anos

Julio César, camisa 1 incontestável, é recebido com aplauso

Por Pedro Fonseca

CURITIBA (Reuters) - Julio César chegou à seleção brasileira, nesta terça-feira, sob os aplausos de seus próprios companheiros, um reflexo da importância e do respeito conquistados pelo camisa 1 dentro do time.

Se no passado a posição de goleiro era motivo de preocupação, Julio César é hoje um dos pilares da equipe, titular em todos os jogos das eliminatórias e responsável diretamente pelos títulos conquistados pelo Brasil nos últimos três anos e meio.

Além da qualidade técnica, o jogador da Inter de Milão se encaixou perfeitamente nos planos do técnico de Dunga. Mesmo liberado pela comissão técnica para se apresentar diretamente no África do Sul, após o título da Liga dos Campeões conquistado no sábado com o time italiano, ele optou por vir a Curitiba se reunir com a seleção.

“O Julio é um jogador que é muito respeitado aqui dentro da seleção, é um jogador que por onde passou conquistou títulos, e não foi diferente agora na Inter de Milão”, disse a jornalistas o lateral-esquerdo Gilberto, em entrevista coletiva no centro de treinamento do Atlético-PR.

“Todos nós gostamos muito do Julio. Tudo que está acontecendo de bom com ele é bom para a gente. Esse título com certeza também nos serve de motivação”, acrescentou Gilberto.

DEFESA DE PÊNALTIS

Terceiro goleiro do Brasil na Copa do Mundo da Alemanha, Julio César, de 30 anos, não foi a primeira opção de Dunga para o gol brasileiro, mas assumiu o posto no começo de 2007 e fez valer a escolha do treinador com defesas milagrosas que salvaram a seleção em diversas ocasiões.

A partida contra o Uruguai nas eliminatórias, mais do que em qualquer outra, sublinhou a importância do goleiro. O time da casa dominou o primeiro tempo, mas ainda assim o Brasil foi para o intervalo vencendo por 2 x 0 graças às defesas dele.

Ele também foi um dos melhores em campo contra o Equador na altitude de Quito, quando a seleção conseguiu um empate de 1 x 1 em mais um jogo de domínio adversário na maior parte do tempo.

Revelado pelo Flamengo, onde cometeu algumas falhas que marcaram sua passagem pelo clube, ele estabeleceu-se rapidamente como titular da Inter após chegar ao clube em 2005, desbancando o ídolo local Francesco Toldo.

Um de seus pontos fortes é a defesa de pênaltis. Na Copa América de 2004, quando jogou no lugar de Dida, ele brilhou nas vitórias da seleção contra o Uruguai, na semifinal, e contra a Argentina na decisão do título.

RESERVAS

Além de Julio César, seu reserva imediato Gomes é outro nome bastante respeitado no futebol europeu. Titular do Tottenham Hotspur, o goleiro de 29 anos evoluiu bastante desde que deixou o Cruzeiro, em 2004, e foi um dos heróis da classificação do time inglês para a próxima Liga dos Campeões.

Gomes ocupou o posto de titular da seleção no início do trabalho de Dunga como treinador, em 2006, mas estava afastado das últimas convocações antes do Mundial, o que levou o técnico de seu clube a fazer um apelo público pela convocação do goleiro.

Já o terceiro goleiro da equipe, Doni, está entre os nomes mais contestados do time, especialmente por estar na reserva da Roma, que tem o também brasileiro Julio Sérgio como titular.

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