26 de Maio de 2010 / às 23:35 / 7 anos atrás

Espanha supera Brasil em aposta de economistas para Copa

Por Andy Bruce e Vuyani Ndaba

LONDRES/JOHANESBURGO (Reuters) - A Espanha é favorita para ganhar a Copa, um pouco à frente do Brasil, segundo uma pesquisa feita pela Reuters junto a 74 economistas torcedores do mundo todo.

Para 24 deles, a Espanha vai superar nesta Copa a sua sina de "morrer na praia", chegando ao seu primeiro título. Para 23, o Brasil, eterno favorito, vai faturar o hexa.

Economistas, no entanto, são notórios por errarem suas previsões, e não só no futebol. Em 2006, a maioria errou ao prever a vitória da Argentina, assim como poucos acertaram em apontar que uma grave crise era iminente. Só 8 de 96 ouvidos naquela pesquisa cravaram a Itália como campeã.

Na pesquisa para 2010, só um jornalista apostou na Azzurra. A Argentina ficou num distante terceiro lugar, atrás de Espanha e Brasil, e à frente da Inglaterra.

"Vou de Espanha, porque eles parecem ter não só talento mais também a resiliência e a força que lhes faltava no passado", disse Jean-François Mercier, economista-chefe do Citi na África do Sul. "O Brasil é uma grande ameaça, mas terá energia para ir até o final?"

No ranking divulgado pela Fifa nesta quarta-feira, o Brasil está na liderança, e a Espanha, em segundo.

Na opinião de 52 de 68 economistas, haverá pelo menos uma seleção africana nas quartas de final. A Nigéria é a mais cotada, seguida de Camarões. A África do Sul, a julgar pela avaliação dos economistas, pode se tornar o primeiro país-sede a não passar da primeira fase, quando enfrentará França, México e Uruguai.

"Vai ser duro para a África do Sul, mas o som avassalador das vuvuzelas vai fazer os mexicanos e franceses tremerem nas calças", disse Johannes Khosa, do Nedbank, em Johanesburgo.

Em outra pesquisa, com uma amostra menor, formada só por economistas africanos e especialistas em mercados emergentes, a Reuters perguntou sobre impacto econômico da Copa. Eles disseram que a África do Sul deve receber um impulso apenas modesto por sediar o Mundial, com menos visitantes do que se previa originalmente.

Dentro de campo, alguns analistas usam complexos modelos estatísticos para tentar prever o vencedor da Copa.

Na semana passada, o JPMorgan disse, com base nos modelos usados para prever dividendos de ações, que a taça vai para a Inglaterra. O UBS escolheu Brasil, Alemanha e Itália como os vencedores mais prováveis, com base numa análise probabilística.

Outros adotam métodos mais simples e tradicionais, como palpite e superstição.

"A Inglaterra vai ganhar se escalar o Joe Hart como primeiro goleiro, já que qualquer time com um ex-jogador do Shrewsbury Town vai bem", disse Howard Archer, do IHS Global Insight, de Londres, referindo-se a um clube inglês da quarta divisão.

Numa amostra majoritariamente europeia, os economistas elegeram o argentino Lionel Messi como provável artilheiro da Copa, seguido pelo espanhol David Villa e o inglês Wayne Rooney.

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