Fifa diz que não há base em alegação de Triesman sobre propina

sexta-feira, 28 de maio de 2010 13:37 BRT
 

Por Barry Moody

JOHANESBURGO (Reuters) - A Fifa não encontrou fundamento nas alegações do ex-chefe da candidatura da Inglaterra para a Copa do Mundo de 2018 de que os concorrentes Espanha e Rússia estariam conspirando para subornar árbitros no torneio da África do Sul, que começa em 11 de junho.

A entidade disse que após uma investigação urgente por seu comitê ético, "a Fifa não encontrou nenhuma indicação de que haja alguma base nas alegações feitas por Lord (David) Triesman".

A Fifa declarou também que o caso será encerrado.

Acredita-se que a fala de Triesman tenha seriamente afetado a candidatura da Inglaterra às Copas do Mundo de 2018 e 2022.

Triesman, ex-diretor da Associação Inglesa de Futebol e também do comitê da candidatura, renunciou no início deste mês após um jornal inglês ter publicado gravações secretas de comentários dele sugerindo que as duas concorrentes estariam planejando subornar árbitros durante a Copa do Mundo.

Segundo as alegações, a Espanha retiraria sua candidatura à Copa de 2018 se a Rússia ajudasse no pagamento da propina aos árbitros.

O documento da Fifa afirma que Triesman comentou sobre especulação que circula entre jornalistas e disse ter comunicado autoridades do futebol na Espanha e na Rússia, as quais a federação inglesa desculpou-se pelos comentários de Triesman.