Robinho quer dancinhas na Copa, mas "cinturas duras" atrapalham

terça-feira, 1 de junho de 2010 10:34 BRT
 

Por Pedro Fonseca

JOHANESBURGO (Reuters) - O atacante Robinho encontrou um problema para tentar repetir na seleção as coreografias animadas que ele e seus companheiros no Santos executaram várias vezes após marcar gols este ano -- a "cintura dura" dos outros atacantes do Brasil.

Numa temporada em que o clube paulista balançou as redes mais de 100 vezes para conquistar o Campeonato Paulista e alcançar a final da Copa do Brasil, Robinho e outros jogadores santistas inovaram nas comemorações, que se tornaram um ingrediente a mais para o futebol alegre e ofensivo da equipe.

Na seleção brasileira, no entanto, o atacante de 26 anos não encontrou parceiros para dançar. "Tem muito cintura dura na seleção -- Kaká, Fabuloso (Luís Fabiano) -- vamos ver se eles começam a dançar um pouquinho melhor," disse o jogador.

"Acho que a gente deve continuar fazendo as coisas com alegria e espontaneidade. Quanto mais dancinhas a gente fizer, isso é sinal de que o Brasil está fazendo muitos gols."

Robinho promete ensaiar a turma até a estreia do Brasil na Copa, no dia 15, contra a Coreia do Norte, e terá uma primeira oportunidade de colocar em práticas as aulas de dança no amistoso que a seleção fará contra a Zimbábue, na quarta-feira.

Diante de um adversário desconhecido e sem qualquer tradição, o objetivo da seleção é ganhar ritmo de jogo, uma vez que o time do técnico Dunga disputou apenas uma partida no ano -- vitória por 2 x 0 sobre a Irlanda em março.

Até mesmo Robinho, que foi companheiro de Manchester City do principal jogador da seleção do Zimbábue, não sabia desse fato. Perguntado quem seria esse jogador, ele respondeu: "não lembro".

Apenas quando informado que se tratava de Benjani Mwaruwari, o brasileiro acrescentou: "Benjani, Benjani... É um grande jogador, atacante, forte, tem mais ou menos a característica do futebol inglês."   Continuação...

 
<p>Robinho durante sess&atilde;o de treino da sele&ccedil;&atilde;o brasileira em Johanesburgo. O atacante encontrou um problema para tentar repetir na sele&ccedil;&atilde;o as coreografias animadas que ele e seus companheiros no Santos executaram v&aacute;rias vezes ap&oacute;s marcar gols este ano -- a "cintura dura" dos outros atacantes do Brasil. 31/05/2010 REUTERS/Paulo Whitaker</p>