ENTREVISTA-Santos vê Colômbia como player no cenário global

terça-feira, 1 de junho de 2010 11:17 BRT
 

Por Patrick Markey e Frank Jack Daniel

BOGOTÁ (Reuters) - O candidato a presidente da Colômbia Juan Manuel Santos defendeu que seu país se junte a Chile e México em desempenhar um papel mais ativo no cenário internacional, deixando seu violento passado para trás.

A menor incidência de chacinas, atentados e sequestros, e os avanços na guerra contra o tráfico, obtidos pelo presidente Álvaro Uribe em seus quase oito anos de mandato, atraíram muitos investimentos estrangeiros para a Colômbia.

Santos, ex-ministro e candidato de Uribe, venceu o primeiro turno da eleição presidencial, no domingo, e é franco favorito para o segundo turno, em 20 de junho.

Em entrevista à Reuters, Santos propôs o envolvimento da Colômbia em organismos internacionais como a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Ele defendeu também que a Colômbia deixe de ser um mero receptor de ajuda militar dos EUA --o que tem sido crucial no combate a guerrilhas e traficantes no governo Uribe.

"Queremos nos introduzir mais na Otan e OCDE, como o México e o Chile fizeram, sermos atores mais importantes no cenário global. As circunstâncias estão corretas", disse Santos, que é formado em Harvard e na London School of Economics.

"Vivemos há 40 anos com o estigma de sermos o país mais violento, com mais narcotráfico, sequestros e violações de direitos. Estamos virando essa página", disse ele.

México e Chile já são parte da OCDE, clube de democracias com livre mercado. O grupo está sendo ampliado para incluir também nações emergentes.   Continuação...

 
<p>Candidato &agrave; Presid&ecirc;ncia da Col&ocirc;mbia Juan Manuel Santos em entrevista &agrave; Reuters em Bogot&aacute;. 31/05/2010 REUTERS/Jose Miguel Gomez</p>