Eriksson anuncia corte de sete jogadores da Costa do Marfim

terça-feira, 1 de junho de 2010 11:34 BRT
 

SAANENMOESER, Suíça (Reuters) - Sven-Goran Eriksson enfrentou o seu momento mais difícil durante o curto período como treinador da seleção da Costa do Marfim ao cortar sete jogadores que não vão participar da Copa do Mundo.

Nomes conhecidos como o atacante do Olympique de Marselha Bakary Koné, o meio-campista Gilles Yapi Yapo e o nascido na França Emerse Fae são alguns dos atletas que Eriksson retirou do grupo para diminuir o total de 30 para 23 jogadores.

"É sempre triste quando você precisa falar para sete jogadores que eles devem voltar para casa. Não é a melhor parte do trabalho, mas precisa ser feita", disse Eriksson na minúscula vila suíça em que a seleção do país está treinando.

"É difícil, mas esta decisão precisa ser tomada. Eu falei com os jogadores nesta sala, não foi agradável", acrescentou o ex-treinador da Inglaterra que, apesar de manter a sua tradicional calma, parecia um pouco entristecido.

"Pelo o que eu vi desses jogadores, eles são todos extremamente bem educados, felizes e aceitaram a decisão com classe. Eu os agradeço pelo que fizeram por nós e desejo sorte no futuro", afirmou.

Eriksson, que assumiu o cargo em março após a demissão de Vahid Halilhodzic causada pela eliminação nas quartas-de-final da Copa Africana de Nações, teve apenas uma única semana com o time para decidir quem seriam os cortados. A seleção ficou em um empate em 2 x 2 contra o Paraguai em amistoso no domingo, a primeira partida do técnico no cargo.

Koné' tem 44 partidas e nove gols pela Costa do Marfim e participou da última Copa, enquanto Yapo tem 32 partidas e Fae, que jogou pela seleção francesa nas categorias de base, tem mais de 40 partidas.

A lista dos cortados inclui também Seydou Doumbia, artilheiro do campeonato suíço com 30 gols, mas nas cinco partidas pela seleção balançou as redes apenas uma vez. O único jogador que atua no país a ser cortado foi o goleiro Daniel Yeboah, que não atuou na seleção nos últimos sete anos após ter sido culpado por uma derrota contra a África do Sul em 2003 que tirou o selecionado da final da Copa Africana de Nações.

A Costa do Marfim enfrenta o Brasil, Portugal e Coreia do Norte naquele que pode ser o grupo mais difícil da Copa do Mundo e, além disso, Eriksson assumiu um time com sérias divisões internas.

"Se nós não entrarmos com o espírito correto, não precisamos nem ir para a Copa", disse Eriksson. "Temos que trabalhar nisso com os nossos jogadores, o espírito é o mais importante. Eu não gosto de me vangloriar, mas se eu sou bom em alguma coisa é em criar uma boa atmosfera", acrescentou.

Ele completou: "Não importa qual é o seu nome, ou qual é o seu salário, ou o time que você joga. Todos os 23 são iguais."

 
<p>T&eacute;cnico da Costa do Marfim, Sven Goran Eriksson, durante amistoso contra o Paraguai. Eriksson enfrentou o seu momento mais dif&iacute;cil durante o curto per&iacute;odo como treinador da sele&ccedil;&atilde;o da Costa do Marfim ao cortar sete jogadores que n&atilde;o v&atilde;o participar da Copa do Mundo. 30/05/2010 REUTERS/Denis Balibouse</p>