3 de Junho de 2010 / às 17:45 / 7 anos atrás

Parlamento sul-africano se une por Copa do Mundo

Por Wendell Roelf

CIDADE DO CABO (Reuters) - O dividido parlamento sul-africano se conciliou nesta quinta-feira para apoiar a seleção de futebol em meio às esperanças de que a possa unir o pais como a Copa do Mundo de rúgbi o fez após a queda do apartheid.

Muitos legisladores usaram a camisa amarela da seleção Bafana Bafana (Os Meninos), e autoridades parlamentares tiveram trabalho tentando evitar que membros empolgados do parlamento assoprassem as barulhentas trombetas vuvuzela, preferência nacional nos jogos de futebol.

O raro espetáculo de unidade entre partidos rivais aconteceu durante uma sessão especial do parlamento, no momento em que a África do Sul se prepara para sediar a primeira Copa do Mundo em solo africano.

“Hoje comemoramos os frutos de um país democrático e o importante evento da Copa do Mundo de 2010, porque nos deram uma chance justa,” disse Buthana Komphela, do partido governista Congresso Nacional Africano, em uma reunião conjunta da casa legislativa.

O governo, que gastou bilhões de dólares em estádios, aeroportos, estradas e conexões ferroviárias, está ansioso para provar que os céticos estão errados depois dos questionamentos sobre sua habilidade de sediar o torneio, que começa na próxima sexta-feira, 11 de junho.

A África do Sul tem uma das maiores taxas criminais do mundo fora de uma zona de guerra, e os críticos têm dito que sua infraestrutura é inadequada para o mundial de um mês de duração.

“Tenho certeza de que a infraestrutura que construímos vai nos manter em boa forma durante nossa recuperação econômica. Àqueles que disseram que nunca conseguiríamos - vocês estavam errados,” disse John Gunda, do partido opositor Democratas Independentes.

O futebol, jogado sobretudo pela maioria negra, começou a conquistar alguns sul-africanos brancos, remanescentes da reconciliação racial promovida pela vitória sul-africana na copa do mundo de rúgbi de 1995.

Na ocasião, o então presidente Nelson Mandela envergou uma camisa de rúgbi, por muito tempo o símbolo da minoria branca do país. Ainda assim, as divisões raciais permanecem latentes quase 16 anos após o fim do apartheid.

“Ver milhares e milhares de carros com a bandeira sul-africana evoca emoções patrióticas em todos nós,” disse Kenneth Meshoe, líder do partido Democratas Africanos Cristãos.

Mas apesar da empolgação, a seleção local deve enfrentar uma competição difícil. O Bafana Bafana é 83a no ranking da Fifa e agenciadores de apostas pagam 125 a 1 para quem arriscar um palpite em uma vitória da África do Sul no mundial.

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