4 de Junho de 2010 / às 13:03 / em 7 anos

Kaká contraria companheiros de seleção e beija bola da Copa

<p>Kak&aacute; beija a bola da Copa do Mundo durante coletiva de imprensa em Johanesburgo. At&eacute; ent&atilde;o ela vinha sendo duramente criticada pela sele&ccedil;&atilde;o brasileira, mas nesta sexta-feira a bola da Copa do Mundo foi &agrave; forra e ganhou o primeiro afago de um jogador do Brasil, um beijo em p&uacute;blico de Kak&aacute;. 04/06/2010 REUTERS/Stringer</p>

Por Pedro Fonseca

JOHANESBURGO (Reuters) - Até então ela vinha sendo duramente criticada pela seleção brasileira, mas nesta sexta-feira a bola da Copa do Mundo foi à forra e ganhou o primeiro afago de um jogador do Brasil, um beijo em público de Kaká.

Garoto-propaganda da mesma empresa fabricante da bola, a Adidas, o meia contrariou a opinião da maioria de seus companheiros de seleção a respeito da Jabulani, que foi considerada ruim desde o goleiro Julio César até o técnico Dunga.

Kaká recebeu a bola de surpresa das mãos do repórter de um programa humorístico de tevê durante entrevista coletiva no hotel onde a seleção está concentrada em Johanesburgo, e não hesitou em carregá-la nos braços e beijá-la diante de centenas de câmeras e repórteres.

A pergunta sobre a bola foi logo a primeira que Kaká teve de responder na mais concorrida entrevista coletiva da seleção na África do Sul, e o jogador saiu em defesa da Jabulani.

“Não vou criticar a bola da Copa”, disse ele, que foi um dos jogadores citados pela Adidas elogiando à bola à época seu lançamento, em dezembro do ano passado.

“A Copa do Mundo tem uma intensidade muito grande, então se cria toda essa polêmica em volta da bola na primeira semana, mas agora todo mundo já está mais adaptado”, acrescentou.

“É uma bola nova. Tudo que é novo, tecnologia nova, causa uma impressão diferente. A princípio foi uma opinião de crítica, mas quem sabe durante a Copa isso muda.”

As reclamações brasileiras à bola tiveram início com o goleiro Julio César, que na semana passada, após seu primeiro treino com a Jabulani, a chamou de “horrorosa” e disse que parecia “bola de supermercado”. Outros jogadores da seleção também repetiram as críticas, com destaque para Luís Fabiano, que a chamou de “sobrenatural” pelas curvas que faz no ar.

O técnico Dunga também envolveu-se na polêmica sobre a bola, rebatendo o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, que havia dito que as reclamações brasileiras eram uma desculpa para eventual derrota.

Segundo Kaká, os jogadores da seleção já estão mais acostumados com a bola após uma semana de treinos na África do Sul, o que ficou comprovado com o gol de falta marcado por Michel Bastos na vitória por 3 x 0 sobre o Zimbábue, na opinião dele.

“Agora já vejo o Luís Fabiano beijando a bola da Copa e o Julio César abraçando”, disse. “Hoje muitos jogadores já dizem que não é tão ruim assim. Acho que o Michel não reclama da bola depois do gol que ele fez.”

A polêmica sobre a bola da Copa transformou-se também numa disputa dentro da seleção brasileira entre as fabricantes de material esportivo Nike e Adidas.

Catorze dos 23 jogadores do Brasil na Copa, incluindo os que mais criticaram a bola, têm contrato com a Nike, assim como a própria seleção, enquanto Kaká é um dos principais nomes da Adidas no Mundial.

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