5 de Junho de 2010 / às 12:34 / 7 anos atrás

Brasil comemora ausência de rivais mas se preocupa com lesões

Por Pedro Fonseca

JOHANESBURGO (Reuters) - A onda de contusões que atingiu grandes nomes da Copa do Mundo às vésperas do início da competição, e também assustou os brasileiros Julio César e Michel Bastos, tornou-se motivo de preocupação na seleção do Brasil, mas também de alívio.

Principal jogador da Costa do Marfim, segundo adversário do Brasil no Mundial, o atacante Didier Drogba sofreu uma lesão no cotovelo num amistoso contra o Japão, na sexta-feira, e corre o risco de ficar fora do Mundial da África do Sul.

No mesmo dia, a Inglaterra foi obrigada a cortar o zagueiro e capitão Rio Ferdinand, com uma lesão no joelho sofrida durante um treinamento, enquanto a Itália viu o meia André Pirlo também se machucar, na panturrilha, num amistoso contra o México.

Na seleção brasileira, que teve problemas de lesões menores com o goleiro Julio César e o lateral-esquerdo Michel Bastos --que voltarão a treinar nesta sexta-feira-- os jogadores reconheceram que ficam preocupados de perder a Copa do Mundo por uma lesão de última hora, mas viram de forma positiva os desfalques de importantes nomes de equipes adversárias.

“Enfrentar uma equipe como a Inglaterra e a Costa do Marfim sem esses jogadores para o nossa lado seria melhor”, disse o lateral-direito Maicon em entrevista coletiva neste sábado no hotel onde está concentrada a equipe.

As contusões de Drogba, Ferdinand e Pirlo se somam as de outros grandes nomes do futebol mundial que não vão disputar a Copa do Mundo por lesões, incluindo o inglês David Beckham, o alemão Michael Ballack e o ganês Michael Essian.

O Brasil também tem histórico recente de jogadores cortados pouco antes de Mundiais por contusão. Em 2006, o zagueiro Edmilson deu lugar a Mineiro na Copa da Alemanha, enquanto quatro anos antes Emerson foi cortado e substituído por Ricardinho no Mundial da Coréia do Sul e Japão.

CAUTELA NOS TREINOS

As duas primeiras semanas de preparação do Brasil para o Mundial foram marcadas por treinos intensos, mas os jogadores reconheceram que estão se poupando para evitar qualquer risco.

“Nós estamos acompanhando o que está acontecendo. É difícil, tem que tomar cuidado nos treinamentos”, disse o atacante Grafite a jornalistas. “Como a maioria dos jogadores está no final de temporada, a gente não vai com tanta ênfase para não machucar.”

“Ninguém quer perder uma Copa do Mundo, e quando se vê os jogadores do nível que estão sendo cortados, a gente até bate na madeira para não ser cortado dessa maneira”, acrescentou.

No treino do Brasil na sexta-feira, o lateral-esquerdo Michel Bastos deu um susto na comissão técnica ao abandonar a atividade antes do fim com uma torção no tornozelo direito. A lesão, no entanto, não foi grave e ele vai treinar com o restante da equipe neste sábado.

O goleiro Julio César, que passou os dois últimos dias sem treinar para ser submetido a fisioterapia após ter sentido dores nas costas no primeiro tempo do amistoso de quarta-feira contra o Zimbábue, também voltará a treinar com o restante da equipe.

A seleção brasileira viajará no domingo para a Tanzânia, onde enfrentará a seleção da casa, na segunda-feira, em seu último amistoso de preparação para a Copa do Mundo. A equipe estreará na Copa contra a Coréia do Norte, no dia 15, e depois pega Costa do Marfim e Portugal ainda pela primeira fase.

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