ANÁLISE-Mais calmo, Maradona "dobra" críticos

terça-feira, 8 de junho de 2010 12:36 BRT
 

Por Rex Gowar

PRETÓRIA (Reuters) - Muitos críticos ririam, no final do ano passado, da ideia de que o instável Diego Armando Maradona seria capaz de forjar uma equipe vencedora. A Argentina sofreu para se classificar para a Copa, e o ex-craque, que praticamente não tinha experiência como técnico, penava com os ataques por causa das suas convocações e táticas.

Mas agora, pelas frestas dos treinos secretos na Universidade de Pretória, vem emergindo um time menos defensivo e mais "matador" do que a equipe que bateu a Alemanha num amistoso em março.

"Agora estamos vendo a lógica que sempre imaginamos, diante de todos os jogadores que ele tem", disse Ruben Capria, ex-jogador do Racing e do Newell's, hoje comentarista.

Para ele, Maradona "mudou o jeito que se expressa na mídia, está mais calmo, mais pensativo, mais cauteloso", e isso ajuda seus críticos a entenderem seu trabalho.

O escritor argentino Sergio Levinsky, estudioso do futebol radicado na Espanha, diz que um marco dessa mudança foi uma conversa de duas horas com Messi, em abril.

"Ele perguntou ao Messi qual formação era mais adequada a ele, Messi lhe disse, e (Maradona) está trabalhando em cima disso", contou Levinsky à Reuters.

O atacante também chegou a ser muito criticado por não reproduzir na seleção o brilhante futebol que apresenta no Barcelona. A conversa de abril em Madri, aliás, parece ter tido um impacto psicológico importante sobre Messi, que depois disso melhorou de rendimento também em seu clube.

Capria disse que Maradona está mais sereno. Deixou crescer a barba grisalha depois que seu cachorro o mordeu no lábio, e isso lhe dá um ar de tranquilidade que lhe faltava dentro de campo.   Continuação...

 
<p>T&eacute;cnico da sele&ccedil;&atilde;o argentina, Diego Maradona, acena aos torcedores durante sess&atilde;o de treino em Pret&oacute;ria. A Argentina sofreu para se classificar para a Copa do Mundo, mas a equipe do ex-craque vem emergindo um time menos defensivo e mais "matador" do que a equipe que bateu a Alemanha num amistoso em mar&ccedil;o. 06/06/2010 REUTERS/Enrique Marcarian</p>