África do Sul vive festa, mas roubo estraga o clima

quarta-feira, 9 de junho de 2010 18:03 BRT
 

Por Andrew Cawthorne

JOHANESBURGO (Reuters) - Dançando e soprando suas vuvuzelas, os sul-africanos fizeram festa na quarta-feira para a sua seleção, no mesmo dia em que um hotel usado por jornalistas sofreu um roubo armado.

As ruas de Johanesburgo ficaram tomadas por torcedores que queriam ver a passagem dos "Bafana Bafana" ("os rapazes"), a seleção que está ajudando a unir uma nação ainda dividida, 16 anos após o fim do regime do apartheid.

Na Cidade do Cabo, os torcedores também tocaram suas vuvuzelas - as cornetas que estão virando símbolo desta Copa - como sinal de apoio ao time dirigido por Carlos Alberto Parreira.

"Esse pode ser o nosso 12o homem", disse o treinador brasileiro sobre as vuvuzelas. O time dele abre a Copa na sexta-feira, contra o México.

Muitos aqui esperam que o torneio, disputado pela primeira vez na África, seja um sucesso capaz de apagar os estereótipos ligados à Aids e à criminalidade. "Nunca experimentei este tipo de vibração na minha vida", disse Brenda Barratt, 59, que assistia ao desfile.

Mas o assalto a jornalistas de Portugal e Espanha, ocorrido ainda de madrugada, serviu para lembrar que a criminalidade em Johanesburgo está entre as maiores do mundo. Os bandidos levaram equipamentos e dinheiro dos jornalistas, numa pousada na bela cidade de Magaliesburg. "Foi a coisa mais assustadora que já me aconteceu", disse o fotógrafo Antonio Simões, acordado sob a mira de uma arma.

"MALDIÇÃO"

Outro golpe para a Copa tem sido a contusão de alguns dos seus protagonistas, uma "maldição" que já assombrou nomes como David Beckham, Nani, Michael Essien e Michael Ballack. Até um árbitro, o chileno Pablo Pozo Quinteros, que estava escalado para apitar Argélia x Eslovênia no domingo, foi cortado.   Continuação...

 
<p>Crian&ccedil;as fazem festa em Johanesburgo &agrave; espera de autoridades australianas. Roubos t&ecirc;m estragado o clima da Copa. REUTERS/Daniel Munoz</p>