Técnico proíbe seleção holandesa de usar o Twitter

quinta-feira, 10 de junho de 2010 12:32 BRT
 

Por Theo Ruizenaar

JOHANESBURGO (Reuters) - A seleção holandesa foi proibida de usar o Twitter durante a Copa do Mundo após comentários de Eljero Elia, transmitidos em vídeos pela Internet, terem sido interpretados como racistas.

Algumas pessoas que assistiram ao vídeo - em que o meio-campista supostamente insulta marroquinos - reagiram de maneira agressiva aos comentários de Elia, forçando um pedido de desculpas do jogador e motivando o técnico do time holandês Bert van Marwijk a proibir os atletas de usarem as ferramentas.

O zagueiro Gregory van der Wiel disse na sua conta do Twitter que os jogadores não podem mais usar o serviço, informação que foi confirmada por Ryan Babel e Elia que saíram da internet.

No vídeo em questão, Elia e Babel estão jogando videogame em seus quartos em frente de uma webcam, com vários outros jogadores passando no local.

Elia pediu desculpas pelos seus comentários, mas insistiu que não queria insultar ninguém. "Quero pedir desculpas para a comunidade marroquina, mas eu não sou racista", disse o jogador para a imprensa holandesa.

"Eu cresci em Hague, em um bairro com 75 por cento de marroquinos e tenho vários amigos na comunidade." Ele acrescentou: "O que eu disse foi direcionado para um amigo meu, Reduan, que sempre me chama de 'negro'... Soa estranho, mas é um tipo de gíria."

Van der Wiel descobriu da maneira mais difícil, no ano passado, que comentários no Twitter podem causar problemas. O zagueiro deixado de fora de um amistoso contra a Austrália por estar contundido disse no serviço de microblog que esteve em um show na noite em que o time foi para a Austrália.

A Holanda inicia a sua campanha na Copa do Mundo na segunda contra a Dinamarca.

 
<p>Sneijderri com o t&eacute;cnico van Marwijk. A sele&ccedil;&atilde;o holandesa foi proibida de usar o Twitter durante a Copa do Mundo ap&oacute;s coment&aacute;rios de Eljero Elia, transmitidos em v&iacute;deos pela Internet, terem sido interpretados como racistas.09/06/2010.REUTERS/Michael Kooren</p>