Crimes mancham alegria da África do Sul pela Copa

quinta-feira, 10 de junho de 2010 17:00 BRT
 

Por Barry Moody

JOHANESBURGO (Reuters) - A empolgação dos sul-africanos cresceu ainda mais na quinta-feira, véspera do início da Copa do Mundo, mas crimes contra jogadores e jornalistas serviram para lembrar dos problemas que podem macular o sonho de que o torneio mude para sempre a imagem da África.

Três jogadores gregos tiveram dinheiro furtado em seu hotel, e jornalistas chineses foram roubados na quinta-feira. Na quarta-feira, homens armados assaltaram quartos de jornalistas espanhóis e portugueses numa pousada na região metropolitana de Johanesburgo.

Foram incidentes relativamente desimportantes, mas, ocorrendo antes mesmo do início do torneio, representam uma péssima notícia para os organizadores da Copa, que passaram anos tentando tranquilizar torcedores e jornalistas de que os 41 mil policiais mobilizados seriam suficientes para dar segurança a todos.

No nordeste do país, dois britânicos morreram num acidente de ônibus. Aparentemente não eram torcedores da Copa, mas o fato chama a atenção para outro problema notório da África do Sul, a segurança das estradas e transportes.

Nada disso abala o frenesi que toma conta dos sul-africanos, às vésperas de realizarem algo que muitos chegaram a duvidar. Gritando e soprando suas vuvuzelas, torcedores vestindo amarelo, cor da seleção, saíram às ruas. A notícia de que o herói nacional Nelson Mandela assistirá à cerimônia de abertura, na sexta-feira, aumentou o clima de alegria.

Mandela, 91 anos, com a saúde frágil, é considerado o principal responsável pela escolha da África do Sul como sede da Copa, em 2004. Sua ida à partida de abertura é considerada um fato tão simbólico para o país quanto sua liderança para que a Copa do Mundo de rúgbi, em 1995, inspirasse a superação dos ódios raciais.

Há um ano, a Fifa criticou a apatia dos sul-africanos em relação ao torneio, inclusive por causa da má fase pela qual a seleção nacional passou.

BAFANAS INVICTOS   Continuação...

 
<p>Trocedores da Cidade do Cabo tocam as vuvuzela em apoio &agrave; sele&ccedil;&atilde;o sul-africana. REUTERS/Yves Herman</p>