Polícia dispara gás lacrimogêneo em estádio da Copa do Mundo

segunda-feira, 14 de junho de 2010 06:46 BRT
 

DURBAN (Reuters) - A polícia sul-africana disparou gás lacrimogêneo e balas de borracha em centenas de trabalhadores que protestavam sobre pagamento de salários no início da segunda-feira, do lado de fora do estádio onde a Alemanha havia acabado de golear a Austrália na estreia das duas seleções na Copa do Mundo.

Policiais da tropa de choque equipados com roupas protetoras, capacetes e armas perseguiram funcionários que mais cedo foram responsáveis pela segurança dos 62.660 torcedores que acompanharam a partida no estádio Moses Mabhida.

Uma mulher foi atingida por uma bala de borracha. Ela ficou caída do lado de fora do estádio por cerca de uma hora até que uma ambulância a socorresse.

"Estávamos realizando um protesto pacífico porque eles não estão nos pagando o que esperávamos e ficamos surpresos que a polícia começou a vir contra nós. Eles dispararam gás lacrimogêneo contra nós", disse Sydney Nzoli, um dos trabalhadores.

Mais cedo, a Alemanha goleou a Austrália por 4 x 0, resultado que fez aumentaram as apostas na equipe em casas especializadas na Grã-Bretanha.

Nesta segunda-feira, a atual campeã Itália estreia no Grupo F do Mundial na última partida do dia, contra o Paraguai, em meio às críticas de que a equipe está envelhecida e ao ceticismo em torno da capacidade da equipe de defender o título.

Na primeira partida do dia, a Holanda, uma das favoritas ao título, enfrentará a Dinamarca, afetada por lesões, no estádio Soccer City, em Johanesburgo, pela abertura do Grupo E da Copa do Mundo. Japão e Camarões também se enfrentam pela mesma chave nesta segunda-feira.

(Reportagem adicional de Mark Chisholm e Tansa Musa em Durban)

 
<p>Funcion&aacute;rios de seguran&ccedil;a do est&aacute;dio de Moses Mabhida s&atilde;o detidos pela pol&iacute;cia sul-africana, que disparou g&aacute;s lacrimog&ecirc;neo e balas de borracha contra os trabalhadores que protestavam sobre pagamento de sal&aacute;rios no in&iacute;cio da segunda-feira. 14/06/2010 REUTERS/Rogan Ward</p>