Dinamarqueses usarão linguagem de sinais para driblar vuvuzelas

segunda-feira, 14 de junho de 2010 16:21 BRT
 

Por Shrikesh Laxmidas

JOHANESBURGO (Reuters) - O goleiro da Dinamarca Thomas Sorensen sugeriu nesta segunda-feira que os times recorram a planos mais elaborados, contato visual e linguagem de sinais para superar os problemas causados pelo ruído incessante das vuvuzelas nas partidas da Copa do Mundo.

Os milhares de torcedores adotaram a corneta plástica, que trombeteiam durante os jogos para incentivar suas seleções.

Mas os jogadores se manifestaram contra a vuvuzela, que uma fundação auditiva disse ser o instrumento mais alto usado pelas torcidas. O assunto é especialmente sério para os goleiros, que precisam gritar instruções para os zagueiros.

"O problema é que você simplesmente não consegue se comunicar, tem que usar contato visual", disse Sorensen aos repórteres após a derrota de 2 x 0 sofrida por sua equipe diante da Holanda na partida do Grupo E desta segunda-feira.

"Nada do que eu digo à defesa vai ser ouvido. Você precisa combinar as coisas antes do jogo, saber onde as pessoas estão, usar sinais de mão, porque no campo não existe chance de fazer as coisas rapidamente", acrescentou.

Sorensen disse que os times terão que preparar estratégias de marcação antes das partidas e decidir, por exemplo, qual jogador será responsável por alinhar a defesa nas cobranças de falta, já que os goleiros não poderão transmitir suas mensagens.

 
<p>Torcedor brinca com sua vuvuzela durante jogo entre Argentina e Nig&eacute;ria, em Johanesburgo. Jogadores dinamarqueses usar&atilde;o linguagem de sinais para driblar o barulho das cornetas em campo. REUTERS/Enrique Marcarian</p>