Início da Copa decepciona por escassez de gols

terça-feira, 15 de junho de 2010 12:43 BRT
 

Por Barry Moody

JOHANESBURGO (Reuters) - Eslováquia e Nova Zelândia empataram em 1 x 1 nesta quarta-feira em um confronto que fez pouco para remediar uma preocupante escassez de gols na Copa do Mundo da África do Sul.

Enquanto os sul-africanos continuam a exalar orgulho e empolgação por sediar o torneio, até agora esse sentimento não encontrou eco nos campos. Foram somente 20 gols em 12 jogos, uma média de 1,67 gol por partida comparada aos 2,30 gols na Alemanha em 2006 e cifras ainda mais altas em anos anteriores.

Só a seleção alemã mostrou classe digna do Mundial com uma surra de 4 x 0 na Austrália que deve pôr medo em seus principais rivais pelo título.

Os espectadores esperam que o Brasil corrija a seca de gols na tarde desta terça-feira, quando os pentacampeões enfrentam a Coreia do Norte, seleção pior colocado no ranking da Fifa entre as que estão no Mundial.

Mas o Brasil já sofreu com defesas compactas, como a que a Coreia do Norte deve apresentar.

As previsões para o embate entre Brasil e Coreia do Norte vão de uma festa de gols empolgantes pelos pés de Kaká e Robinho a outra luta do esquadrão brasileiro contra um time ultradefensivo.

Sabe-se muito pouco sobre os reclusos norte-coreanos, a não ser que treinaram por vários meses, estão em ótima forma e têm mentalidade defensiva.

Isso pode ser uma preocupação para o Brasil, que perdeu algo do talento característico sob o comando do técnico Dunga.

Outra polêmica é a bola da Copa, batizada de Jabulani, palavra zulu para comemoração. Cruzamentos, cobranças de falta e lançamentos de longa distância sobem muito e passam longe do alvo, deixando jogadores e técnicos preocupados.

Como se isso não bastasse, o ruído ininterrupto das vuvuzelas força os times a recorrer a táticas como a linguagem de sinais, principalmente goleiros tentando organizar a defesa.