ANÁLISE-Vitória do Brasil na estreia tem pouca inspiração

terça-feira, 15 de junho de 2010 20:14 BRT
 

Por Kevin Fylan

JOHANESBURGO (Reuters) - O Brasil estreou na Copa do Mundo na terça-feira do jeito que melhor sabe jogar sob o comando de Dunga - ou seja, fazendo com que lampejos de inspiração bastassem para a vitória de 2 x 1 sobre a Coreia do Norte pelo Grupo G.

Um momento de puro brilho individual de Maicon abriu o placar após um primeiro tempo tão monótono quanto o som das vuvuzelas. A única outra movimentação significativa do time deu a Elano a chance de ampliar.

Resta saber se eventuais lampejos de magia bastarão contra times melhores que a Coreia do Norte, que se empenhou muito na sua volta às Copas, após 44 anos de ausência, e chegou a assustar os brasileiros quando Ji Yun-nam bateu Julio César com um forte chute à queima-roupa, quase no final.

O que está claro é que esse é o Brasil que veremos. Diante de um time empenhado e defensivo, a seleção não dá sinais de ter um plano B em mente, nem um substituto óbvio para Kaká, ainda sem ritmo de jogo.

O que ficou claro também é que a noite foi desconfortável para o Brasil do começo ao fim.

A torcida que lotava o Ellis Park esperava que, iniciando sua luta pelo hexa, o Brasil demonstrasse ao menos um pouco do estilo que abrilhantou outras Copas.

No primeiro tempo, pouca coisa esquentou a torcida brasileira que tiritava nas arquibancadas -- mas tampouco havia muito que admirar na bem ensaiada defesa e na calma do time norte-coreano, que apesar da derrota tem motivos para continuar sonhando.

CAUTELA DE DUNGA   Continuação...

 
<p>Elano comemora seu gol com L&uacute;cio e Gilberto Silva na vit&oacute;ria por 2 x 1 sobre a Coreia do Norte, na Copa da &Aacute;frica do Sul: vit&oacute;ria brasileira teve pouca inspira&ccedil;&atilde;o. REUTERS/Siphiwe Sibeko</p>