Morumbi é cortado da Copa de 2014; Fifa aguarda opção de SP

quarta-feira, 16 de junho de 2010 18:08 BRT
 

Pedro Fonseca

JOHANESBURGO (Reuters) - O estádio do Morumbi foi cortado nesta quarta-feira da Copa do Mundo de 2014 que será realizada no Brasil por não ter apresentado as garantias financeiras para realizar o projeto de reforma aprovado pela Fifa, informaram o comitê organizador do Mundial e a Fifa.

Apesar do veto ao Morumbi, São Paulo deve ter um estádio no Mundial.

"A Fifa e o COL (comitê organizador local) estão à disposição da cidade de São Paulo para futuras discussões", informou o comunicado conjunto.

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, disse que "certamente" a cidade de São Paulo estará na Copa do Mundo de 2014 e que vai procurar as autoridades paulistas depois do Mundial da África do Sul.

"São Paulo vai necessariamente ser colocada dentro do contexto da Copa de 14 numa grande participação, que é o que merece São Paulo", afirmou Teixeira à Rede Globo.

O Morumbi, estádio do São Paulo Futebol Clube, teve um projeto aprovado para realizar jogos até as semifinais do Mundial que teria um custo em torno de 630 milhões de reais, mas não apresentou a viabilidade financeira para as obras dentro do prazo exigido, segundo comunicado conjunto do comitê organizador e da Fifa.

No lugar das garantias financeiras, que teriam que ser apresentadas até 14 de junho, o comitê da cidade de São Paulo apresentou um projeto menor de reforma do Morumbi, com custo total de 265 milhões de reais. No entanto, a nova proposta "não será examinada" pela Fifa por estar fora do prazo, de acordo com a nota.

"Sendo assim, fica excluído do projeto da Copa do Mundo de 2014 o Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi", afirmou o comunicado.   Continuação...

 
<p>Funcion&aacute;rios trabalham para restaurar est&aacute;dio do Morumbi para a Copa do Mundo de 2014, mas o est&aacute;dio foi cortado nesta quarta-feira do Mundial por n&atilde;o ter apresentado as garantias financeiras para realizar o projeto de reforma aprovado pela Fifa. Reuters/Foto Arquivo</p>