Robinho exalta bom momento, mas terá companheiros à altura?

quinta-feira, 17 de junho de 2010 15:36 BRT
 

Por Pedro Fonseca

JOHANESBURGO (Reuters) - Robinho, até agora, destoou dos outros jogadores de ataque da seleção brasileira na Copa do Mundo. O atacante considera que está vivendo um "momento muito bom", e seus dribles em campo guardam o gosto de um futebol alegre que a torcida há tempos cobra do time.

Com movimentação, pedaladas, finalizações e uma assistência para o gol de Elano, o jogador batalhou praticamente sozinho contra a defesa da Coreia da Norte, na estreia do Brasil no Mundial, em grande parte porque não teve com quem jogar.

Único titular da seleção que atua no futebol brasileiro --portanto está no auge da forma física enquanto os outros vêm de uma desgastante temporada na Europa-- o jogador reconheceu que atravessa uma grande fase, e ainda prometeu melhorar.

"Estou num momento muito bom e quero continuar melhorando. Foi só o primeiro jogo e espero continuar jogando igual ou melhor", afirmou nesta quinta-feira, dois depois da estreia do Brasil. Mas Robinho terá com quem criar as jogadas ofensivas da seleção?

Pelo que se viu na vitória de terça-feira por 2 x 1 sobre a Coreia do Norte, Kaká ainda está sentindo o peso de uma temporada marcada por lesões no Real Madrid. Logo na primeira jogada de ataque do Brasil, Robinho livrou-se de dois marcadores pedalando pela esquerda e passou para Kaká, mas o camisa 10 foi desarmado.

Parceiro de ataque de Robinho, Luís Fabiano foi mais um jogador de atuação apagada. Preso na marcação norte-coreana, ele não apareceu para o jogo e teve apenas um chute a gol em toda a partida, para fora.

Robinho é um dos artilheiros da seleção desde que Dunga assumiu como treinador e manteve uma sequência de bons jogos pela equipe, mesmo quando estava em baixa no Manchester City. Com a volta para o Santos no começo do ano, ele reencontrou o melhor futebol da carreira, e agora chega à Copa do Mundo pela primeira vez como protagonista.

Aos 26 anos, o jogador é o único remanescente entre os quatro atacantes do Brasil que disputaram a Copa passada, quando era reserva do chamado quadrado mágico. De reserva que não marcou nenhum gol no Mundial da Alemanha, ele agora passou a ser o principal representante do futebol arte que se espera da seleção.   Continuação...

 
<p>Robinho participa de treino da sele&ccedil;&atilde;o em Johanesburgo ap&oacute;s ter destoado com seu bom desempenho na partida contra a Coreia do Norte na Copa da &Aacute;frica do Sul. REUTERS/Paulo Whitaker</p>