Setor elétrico da África do Sul adia ameaça de greve

sexta-feira, 18 de junho de 2010 06:34 BRT
 

Por Shapi Shacinda

JOHANESBURGO (Reuters) - Os funcionários do setor elétrico da África do Sul deram nesta sexta-feira mais três dias a negociadores para resolverem uma disputa salarial com os trabalhadores e evitar cortes de energia durante a Copa do Mundo.

A União Nacional dos Mineradores (NUM, na sigla em inglês) informou que as negociações entre os sindicatos e a empresa Eskom, que chegaram a um impasse na quinta-feira, serão retomadas na segunda-feira após negociadores pedirem discussões separadas com a Eskom para resolver os pontos mais controversos.

"Se nada for resolvido até segunda-feira, uma greve é iminente", disse o porta-voz da NUM Shane Coshane à Reuters. Qualquer paralisação começaria no final da semana que vem após dias de procedimentos.

Os sindicatos também ameaçaram com uma greve no ano passado, mas recuaram no último minuto. A Eskom disse que tem planos de contingência que incluem a instalação de geradores a diesel nos estádios da Copa do Mundo para evitar que as luzes se apaguem durante as partidas.

Uma possível greve, no entanto, pode atrapalhar também o setor industrial na África do Sul, maior economia da África, além de perdas na produção nas minas de ouro, platina e carvão.

Coshane disse que a Eskom se recusa a conceder um benefício habitacional mensal de 5 mil rands (655,90 dólares) exigido pelos sindicatos, mas aumentou sua oferta de reajuste salarial de 5,5 por cento para 8 por cento, além de um abono extraordinário de 1 por cento.

Os sindicatos querem aumento salarial de 15 por cento, mais de três vezes maior que a inflação do país, de 4,8 por cento.

Outros dois sindicatos podem se juntar à possível greve e levar o número de grevistas para dois terços dos trabalhadores da Eskom, ou 32 mil funcionários.