19 de Junho de 2010 / às 20:26 / 7 anos atrás

Ao contrário de jogadores, Dunga espera outro jogo truncado

<p>T&eacute;cnico da sele&ccedil;&atilde;o brasileira Dunga durante treino da equipe em Johanesburgo na quinta-feira, 17 de junho de 2010. REUTERS/Paulo Whitaker</p>

Por Pedro Fonseca

JOHANESBURGO (Reuters) - O técnico Dunga não acredita que a Costa do Marfim buscará o ataque contra a seleção brasileira e previu mais um jogo de muita marcação e poucas chances de gol, como a maioria das partidas desta Copa do Mundo, quando as duas equipes se enfrentarem no domingo.

A visão do treinador brasileiro contrasta com a opinião de seus comandados, que esperam encontrar contra os marfinenses mais espaço para jogar do que na partida de estreia contra a Coreia do Norte, vencida com dificuldade por 2 x 1 pelo Brasil devido à retranca adversária.

“Pelo que a gente viu até agora na Copa do Mundo e da Costa do Marfim, com a bola eles tentam jogar, mas sem a bola voltam atrás da linha do meio-campo com os 11 jogadores,” disse Dunga a jornalistas em entrevista coletiva no estádio Soccer City, local da partida de domingo.

“Essa é uma Copa do Mundo que tendo a oportunidade tem que definir com eficiência, porque serão poucas chances criadas”, afirmou. “Nenhuma seleção vai deixar ninguém jogar. Perdeu a bola vai fechar os espaços, e vamos ser nós que vamos ter que procurar os espaços para atacar”, acrescentou o treinador, cuja equipe não pôde fazer o reconhecimento do estádio do jogo para preservar o gramado --o mesmo aconteceu com a Costa do Marfim.

Contra a Coreia do Norte, última colocada do ranking da Fifa entre as 32 seleções do Mundial (105o lugar), o Brasil só conseguiu abrir o marcador graças a um chute perfeito de Maicon, que quase sem ângulo colocou a bola na lateral da rede, 10 minutos após o intervalo.

Durante todo primeiro tempo a seleção bateu na parede formada pela defesa norte-coreana, mas os jogadores brasileiros apostavam numa postura mais ofensiva da Costa do Marfim, que abriria espaços para o contra-ataque brasileiro.

“É sempre mais difícil quando o outro times joga com 10 jogadores atrás, mas eu acho que a Costa do Marfim vai sair mais para o jogo, até porque eles precisam da vitória”, disse o meia Júlio Baptista sobre a seleção africana, que ficou num empate por 0 x 0 com Portugal em sua estreia na Copa.

Dunga, que foi comandado pelo atual técnico da Costa do Marfim, Sven-Goran Eriksson, no fim dos anos 1980 na Fiorentina, elogiou a eficiência técnica da seleção africana desde a chegada do treinador sueco, no fim de março

Mas ressaltou que são os jogadores, e não os técnicos, que podem resolver uma partida, e por isso confia que o atacante Luís Fabiano vai encerrar um jejum de mais de nove meses sem marcar um gol pela seleção brasileira.

“Artilheiro é assim, no momento certo ele vai fazer os gols que o Brasil precisa”, disse Dunga.

Com a vitória na estreia, o Brasil lidera o Grupo G com três pontos, à frente de Costa do Marfim e Portugal, que têm um. A Coreia do Norte, em sua primeira participação numa Copa desde 1966, não tem pontos.

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