June 20, 2010 / 4:59 PM / 7 years ago

Jogadores da França boicotam treino em apoio a Anelka

3 Min, DE LEITURA

<p>Os jogadores da sele&ccedil;&atilde;o francesa deixam o campo ap&oacute;s boicotarem treino em Knysna, perto da Cidade do Cabo, 20 de junho de 2010. Os jogadores boicotaram o treino deste domingo em apoio a Nicolas Anelka, cortado da sele&ccedil;&atilde;o que disputa o Mundial no s&aacute;bado por insultar Raymond Domenech.Charles Platiau</p>

Por Patrick Vignal

KNYSNA, África do Sul (Reuters) - Os jogadores da França boicotaram um treino neste domingo em apoio a Nicolas Anelka, cortado da seleção que disputa o Mundial no sábado por insultar Raymond Domenech.

O técnico francês leu aos repórteres um comunicado dos jogadores, no qual explicam que decidiram não treinar para protestar contra a decisão de enviar o atacante para casa.

Anelka foi retirado do time após insultar Domenech no intervalo da derrota francesa por 2 x 0 para o México na quinta-feira.

"Os jogadores estão unanimemente contra a decisão da Federação Francesa de Futebol de expulsar Nicolas Anelka", diz o comunicado.

A federação respondeu afirmando que os atletas tiveram um "comportamento inadmissível".

A sessão de treinos de domingo já tinha sido interrompida por uma discussão inflamada entre o capitão Patrice Evra e o preparador físico Robert Duverne, que levou à imediata demissão do diretor da equipe.

Domenech teve que intervir e separá-los. Duverne atirou o cronômetro no campo com raiva e se retirou.

Após o incidente, os jogadores foram para o ônibus.

"Eles não querem treinar, é um escândalo", disse Jean-Louis Valentin, diretor de equipe e diretor administrativo da FFF, que anunciou sua renúncia.

TRAIÇÃO

O novo escândalo ocorreu um dia depois de Evra dizer aos repórteres que um "traidor" dentro do time vazou os insultos de Anelka à imprensa.

O diário esportivo francês L'Equipe os estampou na primeira página e poucas horas depois Anelka foi expulso da seleção.

Indagado por um repórter no domingo se era o "traidor", Valentin disse "não, não, não" e parecia à beira das lágrimas.

Henri Guaino, assessor do presidente francês Nicolas Sarkozy, descreveu a situação como "perturbadora".

"Não é mais futebol, não é mais esporte, não é mais uma seleção", afirmou.

Quando indagado se uma intervenção de Sarkozy poderia acalmar os ânimos, ele respondeu: "Não estou convencido de que uma intervenção política poderia resolver este tipo de problema."

A França, ameaçada de uma eliminação precoce, ainda planeja disputar sua última partida do Grupo A contra a África do Sul na terça-feira em Bloemfontein.

"Eles farão tudo individualmente e com espírito de equipe" no campo, segundo comunicado lido pelo treinador.

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