Não deixei jogadores melhores na Itália, defende-se Lippi

domingo, 20 de junho de 2010 15:17 BRT
 

Por Mark Meadows

NELSPRUIT (Reuters) - O técnico italiano Marcello Lippi se recusou a admitir que deixou de fora de sua lista jogadores mais talentosos, depois que os pouco criativos campeões de 2006 ficaram no empate de 1 x 1 com a Nova Zelândia neste domingo.

O segundo empate da Itália no grupo F coloca o time diante da Eslováquia na quinta-feira precisando de uma vitória para garantir uma vaga nas oitavas-de-final - ou vai encarar uma humilhação.

Lippi ignorou o criativo atacante Antonio Cassano, da Sampdoria, desde que retomou a função em 2008, enquanto Alessandro Del Piero e Giuseppe Rossi foram excluídos apesar de sua capacidade de fazer algo diferente.

"Estou absolutamente convencido de que não esqueci nenhum fenômeno em casa", disse Lippi, que será substituído por Cesare Prandelli após o torneio, em coletiva de imprensa.

"Temos jogadores com personalidade, que provaram isso no campeonato. Temos o artilheiro da primeira divisão com 29 gols (Antonio Di Natale)."

"Não há mais ninguém que eu poderia ter trazido. Eles teriam tido os mesmos problemas dos rapazes que estão aqui. É prematuro falar disso."

Lippi disse não ter ideia se o gol de abertura de Shane Smeltz para a Nova Zelândia deveria ter sido anulado por impedimento, mas crê ter havido um pênalti claro quando Daniele De Rossi foi puxado. A penalidade permitiu o empate de Vincenzo Iaquinta aos 29 minutos.

Será necessário melhorar muito contra a Eslováquia se o time italiano quiser se classificar, mas mesmo um empate pode bastar para a seleção cuja tradição é começar devagar.

Indagado se a possível volta do inventivo meio-campista Andrea Pirlo pode fazer diferença, Lippi disse: "Se ele estiver disponível, mas não tenho certeza".