20 de Junho de 2010 / às 22:45 / em 7 anos

Dunga reclama de violência rival e da expulsão de Kaká

<p>O t&eacute;cnico da sele&ccedil;&atilde;o brasileira, Dunga, reage durante jogo contra Costa do Marfim. REUTERS/Paulo Whitaker</p>

JOHANESBURGO (Reuters) - O técnico Dunga reclamou que a arbitragem da partida entre Brasil e Costa do Marfim falhou em coibir as faltas dos africanos e classificou a expulsão de Kaká como “totalmente injusta” na vitória brasileira de 3 x 1 neste domingo.

Com o resultado, o Brasil avançou para as oitavas-de-final da Copa do Mundo da África do Sul, mas o assunto mais comentado por Dunga foi o árbitro francês Stephane Lannoy.

“Foi um jogo muito complicado, de muita força física, de faltas. Todos nós que gostamos de futebol pedimos sempre por um espetáculo bonito de se ver, mas as pessoas que têm que controlar o espetáculo também tem que saber o que é futebol e o que não é futebol”, afirmou Dunga em entrevista coletiva.

“É difícil jogar um futebol arte quando um árbitro deixa as coisas passarem, como foi hoje.”

Para o treinador, a expulsão de Kaká nos minutos finais da partida por ter recebido dois cartões amarelos foi “totalmente injusta”.

“No primeiro cartão, ele tomou a falta e recebeu o amarelo”, disse Dunga. “Este jogo estava bom para mim. Eu ia poder fazer faltas e o juiz ia me dar parabéns”, acrescentou ele, lembrando da época de volante.

Segundo Dunga, os jogadores da seleção brasileira mostraram maturidade por não terem revidado as duras faltas cometidas pelos marfinenses.

“Desde que a gente chegou aqui, a gente tem conversado que tem que terminar com 11. Hoje foi uma prova dura, eles (os brasileiros) mostraram maturidade. Apanharam do começo ao fim e não revidaram. O foco deles tem que ser jogar futebol. Se nós quisermos bater, falar, vamos perder o foco e não vamos conseguir jogar o futebol que todo mundo conhece”, afirmou.

LUíS FABIANO: ‘RESPOSTA POSITIVA’

Falando do jogo, Dunga disse que houve uma melhora em relação à vitória de 2 x 1 sobre a Coreia do Norte na estreia porque o Brasil teve mais toque de bola.

“O primeiro jogo é difícil, tem ansiedade. A gente pegou uma equipe que marca, mas não era tão forte fisicamente (quanto a Costa do Marfim). Hoje eu pedi para os jogadores que nessa Copa, quando tiver oportunidade, tem que definir, e tivemos paciência para tocar mais a bola”, explicou.

Os dois primeiros gols foram marcados pelo atacante Luís Fabiano, que estava há seis jogos sem balançar as redes pela seleção. Dunga elogiou a atuação do jogador.

“Todos os jogadores da seleção confiam no Luís. Ele tem dado resposta positiva. Todo jogador que fica um tempo sem marcar gols fica impaciente. Mas todos da comissão estávamos incentivando, sabíamos que o momento ia chegar.”

Para o jogo contra Portugal, na sexta-feira, o Brasil não poderá contar com Kaká, e Dunga disse que ainda não pensou no substituto.

O treinador lamenta a suspensão do meia do Real Madrid pela quebra do ritmo de jogo, mas vê um lado positivo, já que ele vem se recuperando de lesões.

“O Kaká estava adquirindo confiança. Era uma questão de desenvolvimento durante o jogo, estava melhorando. Para nós seria importante dar continuidade. Mas temos que pegar o lado positivo, vai ser um período para ele dar uma descansada e dar uma aprimorada na preparação dele”, afirmou Dunga.

Reportagem de Pedro Fonseca

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