21 de Junho de 2010 / às 13:07 / 7 anos atrás

Zidane critica jogadores da França por boicote a treino

Por Opheera McDoom

<p>Ex-capit&atilde;o da sele&ccedil;&atilde;o francesa, Zinedine Zidane (dir), ao lado do ex-jogador sul-africano Lucas Radebe, durante coletiva de imprensa em Johanesburgo. Zidane criticou seus compatriotas por se recusarem a treinar no domingo em protesto ao desligamento do atacante Nicolas Anelka. 21/06/2010 REUTERS/Thomas Mukoya</p>

JOHANESBURGO (Reuters) - O ex-jogador francês Zinedine Zidane criticou seus compatriotas nesta segunda-feira por se recusarem a treinar no domingo por causa do desligamento do atacante Nicolas Anelka, que havia xingado o técnico Raymond Domenech.

“Com relação aos jogadores (...), não concordo com o fato de eles terem se recusado a ir para o campo de treinamento,” disse o ex-meia, de 37 anos, que se aposentou dos gramados na final da Copa do Mundo de 2006, quando foi expulso por causa de uma cabeçada no italiano Materazzi. A França perdeu aquela Copa na decisão por pênaltis.

“Há duas coisas que serão lembradas desta Copa do Mundo - o vencedor e o fato de que o time francês se recusou a comparecer a uma sessão de treinamentos antes do seu jogo com a África do Sul,” afirmou ele a jornalistas em Johanesburgo.

Anelka foi desligado da seleção no sábado, depois de se recusar a pedir desculpas pelos palavrões que supostamente dirigiu a Domenech na quinta-feira durante o intervalo de França 0 x 2 México.

No domingo, os colegas de Anelka se recusaram a treinar e entregaram a Domenech uma carta, lida pelo treinador a jornalistas. O incidente causou grande repercussão na Franca, envolvendo inclusive políticos e ex-jogadores.

Zidane afirmou no domingo deplorar a divulgação do incidente envolvendo Anelka no vestiário, mas ressalvou que os jogadores não têm o direito de interferir nas decisões do treinador, que havia decidido substituir o atacante no intervalo do jogo contra o México.

“Mesmo quando eu era jogador, jamais dei minha opinião sobre a composição do time,” disse ele, que parecia constrangido por falar de ex-colegas de equipe.

“Fui capitão e havia um técnico acima de mim, e eu o respeitava. Eu seguia as regras, e acho que é assim que as coisas devem ser.”

Zidane disse que não pretende virar treinador da França, e que um bom resultado no último jogo desta fase, contra a anfitriã África do Sul, pode diluir os ressentimentos.

“A única forma de as pessoas esquecerem essas questões é se a França ganhar o jogo amanhã,” disse ele, acrescentando que há uma “pequeníssima” esperança de que o time passe às oitavas-de -final.

Anelka admitiu ter tido uma discussão áspera com Domenech no vestiário, mas negou ter usado os palavrões que o jornal L’Équipe descreveu em sua manchete.

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