"Crise, que crise?", pergunta Lampard, da Inglaterra

segunda-feira, 21 de junho de 2010 11:06 BRT
 

Por Timothy Collings

RUSTENBURGO, África do Sul (Reuters) - A Inglaterra não teve a conversa séria para eliminar o clima de crise com o técnico Fabio Capello no domingo, tendo apenas uma reunião de rotina para analisar o desempenho, garantiu o vice-capitão Frank Lampard nesta segunda.

"Não teve nada disso, nada do que foi reportado em casa", disse o meio-campista Lampard, 31 anos, que ressaltou que estava "surpreso" com as sugestões de que uma "uma gangue de nove jogadores" rebeldes tentou se amotinar para mudar o formato e a tática do time.

O zagueiro central John Terry, antigo capitão do time, disse aos repórteres no domingo que ele esperava uma conversa franca com troca de pontos de vistas na reunião.

"Não faz sentido, se nós temos problemas, ficar em silêncio, mesmo se isso gere discussões ou deixe o treinador chateado", disse Terry. "Estamos expressando os nossos sentimentos, e todos precisam tirar isso do peito."

Lampard disse aos repórteres que todos os jogadores estavam desapontados com a péssima apresentação no empate por 0 x 0 contra a Argélia na segunda partida do grupo C na Cidade do Cabo, na última sexta --mas deixou claro que a única maneira de resolver isso era com treinamentos e partidas.

Ele disse que Terry, seu companheiro e capitão do Chelsea, mostrou sua posição no domingo ao pedir por uma reunião franca com o treinador, mas foi mal interpretado.

"É assim que John é, um homem e um jogador passional, mas foi uma reunião normal. Nós temos três ou quatro dessas a cada semana para analisar coisas diferentes e, não, o clima não foi nada quente", acrescentou.

A Inglaterra precisa vencer a Eslovênia na terceira partida em Port Elizabeth na quarta-feira para passar para a segunda fase do torneio.

 
<p>Frank Lampard da sele&ccedil;&atilde;o inglesa participa de coletiva de imprensa, e disse que n&atilde;o houve a conversa s&eacute;ria para eliminar o clima de crise com o t&eacute;cnico Fabio Capello no domingo. 21/06/2010 REUTERS/Darren Staples</p>