Ex-capitão da África do Sul ataca Parreira e pede técnico local

segunda-feira, 21 de junho de 2010 13:00 BRT
 

Por Opheera McDoom

JOHANESBURGO (Reuters) - O técnico da seleção da África do Sul, o brasileiro Carlos Alberto Parreira, convocou os jogadores errados e deve ser substituído por um técnico local após a provável eliminação da equipe na primeira fase da Copa do Mundo, disse o ex-capitão sul-africano Lucas Radebe nesta segunda-feira.

Radebe, que fez 70 partidas pelos Bafana Bafana entre 1992 e 2003, disse que a aposta de Parreira em jogadores que atuam no país, em vez de atletas mais experientes que jogam no exterior, foi equivocada.

Os anfitriões devem ser eliminados na primeira fase após enfrentarem a França na última partida do Grupo A do Mundial em Bloemfontein, na terça-feira. Nunca na história das Copas a seleção anfitriã fracassou em chegar à segunda fase.

"Há uma série de jogadores mais experientes que poderiam, pelo menos, ter sido convocados", disse Radebe a jornalistas em Johanesburgo nesta segunda-feira.

"Com Nasief (Morris) na equipe e sua experiência... jogando no nível que ele joga, acho que poderíamos ter ido melhor", disse ele em referência ao jogador do Racing Santander da Espanha, que ficou fora da lista de Parreira.

Radebe disse à Reuters após a entrevista coletiva que a equipe precisava de um treinador sul-africano. Ele acrescentou que os jogadores têm dificuldades em se relacionar com um técnico estrangeiro.

"Se usamos nossos próprios (treinadores) isso realmente pode fazer a diferença, e ter uma seleção melhor, em termos de quanto conhecemos nossos jogadores, como conhecemos nosso próprio estilo de futebol, em vez de tentar mudar para o estilo europeu", disse.

"Gostaria de ver um técnico sul-africano após a Copa do Mundo."

 
<p>Ex-jogador da sele&ccedil;&atilde;o sul-africana Lucas Radebe (esq), ao lado do ex-capit&atilde;o da sele&ccedil;&atilde;o francesa Zinedine Zidane em coletiva de imprensa em Johanesburgo. Radebe disse que Parreira convocou os jogadores errados e deve ser substitu&iacute;do por um t&eacute;cnico local. REUTERS/Thomas Mukoya</p>