Contra bola parada, seleção se defende com faltas no ataque

quarta-feira, 23 de junho de 2010 10:08 BRT
 

Por Pedro Fonseca

JOHANESBURGO (Reuters) - Preocupada com as cobranças de falta dos adversários perto da área, especialmente diante da bola Jabulani, a seleção brasileira tem carregado seus jogadores de ataque de faltas, numa tentativa de parar os rivais o mais longe possível do goleiro Julio César.

Juntos, os zagueiros Juan e Lúcio fizeram apenas duas faltas nas duas primeiras partidas do Brasil na Copa do Mundo, ambas cometidas pelo capitão da equipe, enquanto o atacante Luís Fabiano é o jogador mais faltoso do time, com sete infrações.

Robinho, o outro atacante brasileiro, também já vez mais faltas sozinho que os dois zagueiros do Brasil, com três cometidas.

Os dois homens de marcação do meio-campo, Felipe Melo e Gilberto Silva, também cometeram menos faltas que os dois jogadores de criação das jogadas de ataque, Kaká e Elano.

Enquanto os volantes fizeram uma falta cada somando os jogos contra Coreia do Norte (2 x 1) e Costa do Marfim (3 x 1), os meias fizeram cada um duas faltas.

Kaká, inclusive, levou o único cartão vermelho da seleção brasileira na África do Sul, no entanto por dois cartões amarelos recebidos em lances fora de jogo.

"É um fato positivo fazer faltas mais longe do seu gol", disse a jornalistas nesta quarta-feira o capitão Lúcio. "É uma coisa que a gente vem treinando, vem buscando não fazer faltas nos jogos, principalmente perto da área, porque o goleiro às vezes sente dificuldades com a discussão a respeito da bola."

Assim como acontece nos principais campeonatos do mundo, a bola parada é uma eficiente arma de ataque também no Mundial da África do Sul. De acordo com dados da Fifa, 20 dos 77 primeiros gols marcados na competição saíram de cobranças de bola parada, e outros seis de pênalti.   Continuação...

 
<p>Lu&iacute;s Fabiano (esq) e o marfinense Kolo Toure durante jogo do Grupo G da Copa do Mundo. O atacante brasileiro &eacute; o jogador mais faltoso do time, com sete infra&ccedil;&otilde;es. 20/06/2010 REUTERS/Kai Pfaffenbach</p>