Lúcio rejeita drama e diz que defesa falhou quando podia

quarta-feira, 23 de junho de 2010 10:46 BRT
 

Por Pedro Fonseca

JOHANESBURGO (Reuters) - A defesa da seleção brasileira cometeu falhas no momento que podia, o que não coloca em dúvida a qualidade do setor considerado o ponto forte do time, afirmou nesta quarta-feira o zagueiro e capitão Lúcio.

O Brasil levou gol em seus dois primeiros jogos do Mundial da África do Sul, as vitórias por 2 x 1 sobre a Coreia do Norte e por 3 x 1 sobre a Costa do Marfim, depois de também ter sido vazado contra a fraca seleção da Tanzânia na goleada de 5 x 1 num amistoso antes da Copa.

Apesar de alegar que o time levou os gols quando já tinha os jogos resolvidos, Lúcio reconheceu que houve falhas dos jogadores da defesa. "Se saíram gols é porque houve falhas", disse o zagueiro.

"Ninguém gosta de sair de uma partida sofrendo gols, mas, analisando bem, no momento que a gente levou os gols os jogos estavam resolvidos, não é nenhum drama", acrescentou.

"Com certeza a gente não está satisfeito com esses dois gols, mas foram num momento oportuno e esperamos que daqui para frente isso não volte a acontecer", finalizou o jogador.

Formada por Lúcio e Juan, a zaga brasileira recebeu elogios mesmo após a derrota para a França nas quartas-de-final da Copa da Alemanha, em 2006.

Desde então a dupla se firmou como uma das melhores do futebol mundial, e ainda recebe a ajuda na seleção do goleiro Julio César e do lateral-direito Maicon, ambos companheiros de Lúcio no clube campeão da Europa Inter de Milão.

Mesmo assim, a equipe não evitou que a seleção da Coreia do Norte --apenas a 105a colocada no ranking da Fifa-- fizesse um gol nos minutos finais da partida de estreia do Brasil na Copa, com Ji Yun Nam avançando com liberdade até acertar um chute forte no alto do gol.   Continuação...

 
<p>L&uacute;cio, durante coletiva de imprensa em Johanesburgo. O zagueiro e capit&atilde;o afirmou que a defesa da sele&ccedil;&atilde;o brasileira cometeu falhas no momento que podia. 23/06/2010 REUTERS/Paulo Whitaker</p>