June 25, 2010 / 12:56 PM / in 7 years

Itália em crise sobre eliminação da Copa do Mundo

3 Min, DE LEITURA

<p>O italiano Fabio Cannavaro durante coletiva de imprensa em Irene. A It&aacute;lia ficou atormentada com a autocr&iacute;tica nacional depois que de ser desclassificada na primeira fase da Copa do Mundo. 25/06/2010Stefano Rellandini</p>

MILÃO (Reuters) - A Itália, como sua vizinha França, ficou atormentada com a autocrítica nacional nesta sexta-feira depois que os atuais campeões da Copa do Mundo foram humilhados pela modesta Eslováquia e desclassificados na primeira fase na África do Sul.

Os jornais italianos não tiveram piedade dos heróis de 2006, dizendo que a derrota mostrava a fraqueza de uma nação inteira.

"Azzurri, o espelho de uma nação", dizia Oliviero Beha no jornal independente Il Fatto Quotidiano em um comentário sobre um dos piores desempenhos da Itália em Copas do Mundo, torneio que a equipe já venceu quatro vezes.

"Tudo preto, a pior saída da Itália na história", dizia a capa do influente jornal esportivo Gazzetta dello Sport.

Muitos comentaristas compararam o lamentável desempenho às dificuldades econômicas da Itália durante a crise da zona do euro.

"O país sem memória, sem identidade, sem idéia do futuro", disse Beha.

Os dois principais jornais do país tiveram manchetes semelhantes. "Azzurri, derrota e vergonha", dizia o Corriere della Sera.

"Azzurri, vergonha e lágrimas", dizia o La Repubblica.

Uma foto do atacante italiano Fabio Quagliarella chorando dominou os jornais.

"Esse é o resultado de um processo. Esse não é o fracasso de uma missão, mas a declaração de que um tipo de futebol na Itália está terminando. O problema é o que nós nos tornamos", disse Mario Sconcerti no Corriere della Sera.

O técnico Marcello Lippi, herói nacional quando liderou o time à conquista da Copa do Mundo em 2006, está deixando o cargo em uma medida pré-acordada.

Mas sua extensa confissão pós-jogo na noite de quinta-feira de uma preparação inadequada da seleção, que os críticos haviam lhe dito repetidas vezes ser ultrapassada e lenta, fez pouco para amenizar as duras críticas.

"Lippi abriu o peito mas estava saindo, ele já sabia disso", comentou Andrea Monti no La Gazzetta dello Sport.

Outros não pouparam os jogadores, que voltarão na noite de sexta-feira e provavelmente enfrentarão protestos dos torcedores.

Eles seguem a seleção francesa, campeã de 1998 e vice-campeã de 2006, que precisou de uma forte escolta policial quando voltou para casa na quinta-feira depois de terminar em último lugar do grupo, como a Itália.

O resultado causou uma semelhante autocrítica nacional e um pedido ao presidente Nicolas Sarkozy por uma reforma total do futebol francês.

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